segunda-feira, março 27, 2017

Ontem, fomos ver ao show de Mayara e Maraysa, em Piabetá, onde funciona o Atelier de Indumentária. A gente fez uma confusão danada, porque os lugares que compramos pela internet, quando chegamos lá, era um lugar horrível, que não condizia com a propaganda. Então, a gente ficou andando onde podia, de um lugar pro outro e, agora, que a gente aprendeu, vai comprar melhor os nossos lugares.
Isso foi presente de níver!

Pedro fez fotos:



sexta-feira, março 24, 2017

Não conhecia essa foto. O Diêgo Deleon me felicitou por meu aniversário com ela. Eu sou um bobo e choro à toa... isso foi no final da peça Cabeça de Porco, ano passado... e, agora, que já chorei, o Prática de Montação, eles, o Diêgo, arrasaram! A Cabeça de Porco que fizeram é a minha, com as atualizações que cada ator trouxe pra ela. A Cabeça de Porco de verdade foi demolida e agora é um estacionamento. A Cabeça de Porco do Prática... é a ocupação mais linda que eu já vi de um estacionamento,. he he he! ... que tenho na lembrança...

quinta-feira, março 23, 2017

Diário da Piscina, no loki bicho-SP - parte I - com Marcela Biasi e Juli...

Os dias passam correndo e dia 5 de maio vai ser um dia
especial pra mim.
É que minha obra literária será homenageada com a medalha
José Cândido de Carvalho, uma homenagem aos que contribuem para o
fortalecimento da cultura na cidade. Então, o vereador Leonardo Giordano
reinvidicou a homenagem e a Câmara Municipal aprovou.
No dia 5 de maio, irei recebê-la e aproveitaremos para fazer
um lançamento do Diário da Piscina aqui na cidade, no salão nobre da Câmara.
Outro dia, quando estive na prefeitura para combinar a
entrega com o vereador, Leonardo escreveu em seu perfil do facebook, explicando
o prêmio:

“Esteve hoje no gabinete, o cantor e compositor Luís Capucho, que recebeu da
Câmara Municipal, por iniciativa do nosso mandato, a Medalha Escritor José
Cândido de Carvalho, destinada a quem contribui para o engrandecimento e a
promoção da cultura em suas diversas frentes. A importância da vida literária
de Capucho é relevante na luta por identidade e direitos da população LGBT.
Tivemos a honra de receber seu novo livro, "Diário da piscina", e
aproveitamos para agendar a entrega da medalha, que acontece no dia 05 de maio.
Estão todas e todos convidados!”

Também reitero o convite e de novo minha alegria, porque os meninos
que tocaram comigo no lançamento de SP virão, o Tulio e o Vitor, porque
queremos, na oportunidade, apresentar algumas músicas a ver com o Diário e não.
A gente quer tocar em outros lugares, porque eles ficarão
aqui até o dia 14, então, quem tiver uma boca pra gente entrar é só dizer, que
a gente ta entrando.
Também quero agradecer aos amigos que estão me felicitando
pelo aniversário, é, os dias passam correndo...
A gente vai arrumando tudo pro dia 5 de maio e no decorrer,
vou contando aqui e nomeando as pessoas, que é uma coisa que eu também gosto de
fazer.


Vejam a gente no lançamento de SP:

terça-feira, março 21, 2017

Algo Assim - pecador confesso

Com os dias tendo se tornado mais frescos, faz duas ou três
noites que tenho dormido, de volta à minha cama, no meu quarto. Não que ter
dormido, nos dois últimos meses, em minha sala, tenha me feito sentir que durmo
fora de casa e que minha sala, cheia de minh’As Vizinhas de Trás, não seja
parte muito dentro do apezinho. Mas o que sinto, apaziguado, é que voltar a
dormir no quarto, traz uma ordem que parece tudo estar no lugar outra vez.


Fora isso, muito feliz com essa versão de Algo Assim
(Mathilda Kóvak/luís capucho) que o Pecador Confesso me mostrou, ontem:

quinta-feira, março 16, 2017

“Voz de voo rasteiro sobrevoa a floresta onde o tempo tem cabeças ou perninhas decepadas.” - foi essa frase que o Vítor escreveu num texto, quando me viu pela primeira vez numa apresentação de minhas músicas em Campinas, em 2014. Esse é um lance na minha música que os músicos gostam de implicar, porque acham que não quero dividir as músicas com eles, usando esse tempo sem padrão, em que a minha voz sobrevoa a floresta de tempo sem pernas nem cabeça.
Mas eu tava dizendo pra o Bruno Cosentino, no mesmo dia em que rolou o papo que falei aqui no Blog, aquele papo de os artistas se vislumbrarem por uma fresta e tal, eu falava com o Bruno, porque ele tava analisando o tempo da Jôsy (luís capucho/Douglas Oliveira) para passar para o Exército de Bebês e tudo.
Eu dizia pra o Bruno, que tem uma lógica no meu tempo. Tanto tem, que se você não analisar ela, você não vai perceber a falta de pé e cabeça. Se você não analisar a minha música, ela vai sobrevoar fluidamente a floresta e, sem análise, vai parecer que ela tem pé e cabeça. Por que ela tem, se liga.
Aí, os meninos do Exército de Bebês, quando estávamos fazendo o primeiro experimento de gravar a Jôsy no estúdio do Pedro Carneiro, eles viram isso. Teve uma hora que o Iuri, embatuscado no fluxo da Jôsy falou:
- Que música maluca, mas não parece!
Então, não é que eu queira fazer música sem fluxo, que ninguém entra no fluxo dela. Elas têm fluxo, sim. E a falta de perninhas e cabeças não é proposital, você sabe. É a música que vai pedindo, que vai fluindo nesse Encaixotando Helena.
O Naldo Miranda, que está comigo no “Antigo” desencaixotava Helena comigo de primeira. O Vitor também, faz isso. E o Tulio! Quando tocamos em SP, juntos, os três, na Para Pegar, desencaixotou um fluxo em sua viola caipira que parecia não ir cabendo na música, mas ao mesmo tempo estava cabendo nela.
E vai ser bom outra vez, porque estamos armando de tocar juntos no lançamento do Diário da Piscina aqui em Niterói, quando minha literatura, por iniciativa do vereador Leonardo Giordano, irá receber a medalha José Cândido de Carvalho, em maio!
Como tenho ouvido o pessoal dizer, agora: total!

Fora isso, o gatinho do Luiz Ribeiro com o diário:

terça-feira, março 14, 2017

Dois Diários da Piscina para Portugal, via Copacabana.
Além disso, recomecei minha As Vizinhas de Trás que estava abandonada em minha parede da sala há meses. Eu já disse aqui. E foi em setembro do ano passado, quando estivemos para o show do loki, em SP, um show anterior ao show de lançamento do Diário da Piscina, lá.
Pedro tinha me levado pra conhecer uma feira de coisas de arte antiga e não, em Pinheiros. Então, paramos numa barraca com muitas telas mexicanas de santos. Eu pensei: é uma auréola assim a que irei fazer para minha As Vizinhas de Trás. Só, que não peguei a imagem na cabeça, só a emoção.
Essa minha Vizinha parada na parede, é uma Vizinha sozinha, grande, numa tela retangular, alta. Não é as minh’As Vizinhas de Trás costumeiras, em que uma está ao lado da outra, numa tela horizontal e comprida, como o Thiago disse uma vez, travando conversa entre elas, mas cada uma na sua, cada qual no seu quadrado, cada qual na sua cor. Então, eu, que já recomecei com ela, estava vendo que uma auréola é um troço que concentra, é uma força concentrada que se estende para tods as direções, diferente das vizinhas cada qual isolada no seu quadrado. Mas, aí, vi que tava fazendo uma auréola de quadrados.

E não sei, se o resultado do que tenho querido fazer, vai, no fim, se parecer à auréola. Estou curioso para saber, finalmente, o que será...

sábado, março 11, 2017

Eu adoro esse lance de olhar pra trás.
Eu me lembro que, logo depois que saí do hospital com o que me disseram ser incoordenação motora, eu estava na sala e quando alguém falou alguma coisa na cozinha e me virei pra olhar, caí. Além da incoordenação, alguma coisa no cérebro descentrou o meu equilíbrio, porque o equilíbrio e a incoordenação são coisas que estão no inconsciente do cérebro... he he he.
Eu sabia da incoordenação, porque a médica disse, mas quanto ao equilíbrio, mesmo que eu caísse à toa e mesmo que eu tivesse demorado um pouco pra conseguir me equilibrar de pé, não me conscientizei de sua falta, sei lá, não pensei assim, estou sem equilíbrio. Eu pensava: tenho de voltar a andar, ta ligado?
Então, nessa tentativa de voltar a normalizar o meu andar, ficou um lance tenso, porque não podia olhar pra trás... é um andar meio robô, um lance lento e sem espontaneidade, assim, estátua viva. Por exemplo, quando eu tou aqui em casa e quero levar uma xícara de café no Pedro, eu vou igualzinho a um zumbi. Só ter a xícara, equilibrando o café nela, já desestabiliza todos os movimentos e vou entornando o café pelo caminho, mesmo todo concentrado para que não caia.
Agora, eu tenho dito para a Alessandra que vou entrar na piscina com espontaneidade e tenho treinado isso, entrar na piscina sem pensar ou sem a automatização que rolou de ter entrado na piscina por tantos anos tendo que pensar. Então, o lance agora é tirar do corpo esses automáticos que ficaram, porque acho que tou chegando num tempo em que não preciso mais dessas travas, tem que destravar... tem de levar o café no Pedro sem concentração, com naturalidade...
Vendo agora os registros do Diário da Piscina, vou vendo que entre as outras coisas, estão registradas lá as travas de corpo com que, num repente, fui tendo de lidar, e isso eu acho um pouco engraçado.
Nos anos iniciais de minha recuperação, eu sentia que a cada dia eu ganhava  uma melhora. Depois comecei a sentir que as melhoras vinham mais espaçadas e, hoje, ainda de quando em quando e mais demorado, me dou conta de que avancei numa e noutra coisa. E, agora, andando na rua, eu começo a conseguir olhar pra trás, enquanto ando, que é uma coisa que eu curto demais fazer. Porque, logo que eu fiquei um cara adulto, me incomodei demais com esse lance de só poder focar os olhos numa única direção. Eu queria que meu cérebro inteiro olhasse e não que vazasse a visão apenas para frente, nos olhos. E isso me deixou bastante nervoso. Eu sou meio louco, sim, mas normal...rs.
Outro dia, a gente tava vendo um filme em que o cara não poderia olhar pra trás, na sua travessia do mundo dos mortos para o mundo dos vivos. Aí, eu acho que esse lance de olhar pra trás tem uns sentidos que a gente fica afim de procurar, pra entender melhor as coisas e tudo.
Faz um tempinho, quando Rubia me visitou, numa conversa, eu disse que tinha olhado uns vídeos meus no youtube e tal e fiquei falando disso. E ela fez uma expressão muito séria e surpresa e falou:
- Que legal, luís, que você se vê! – e eu gostei muito dela ter me falado isso com seriedade e num momento assim afirmativo, de confirmação, porque a gente é sempre grilado com isso de ficar olhando para o que já foi, e, como eu disse, adoro olhar pra trás.
E tenho pensado nisso de estar conquistando de volta os meus movimentos e sinto que vai rolando dois contrários: um que vou ganhando os que perdi e outro que vou perdendo, por que vou ficando mais velho e já não quero mesmo que meu cérebro vase para todas as direções. Não quero mesmo ser um Buda... he he he!
Caramba! Muita coisa! Mas estou dizendo isso porque pedi ao Bruno um áudio do projeto Escuta para transcrever. E isso é um olhar pra trás, que tou adorando.
Fora isso, um Diário da Piscina para Icaraí!