domingo, janeiro 15, 2017

Eu tenho dito pra os amigos que sobre os meus trabalhos artísticos, não sei o que faço, não sei o que digo. Digo-lhes que me sinto em falta, afinal, sou eu quem faço, e que não devo ser tão cego, assim, débil, fraco e tudo. Por que preciso tomar posição sobre eles, você sabe, ter alguma potência além da potência que eles, os livros ou música ou As Vizinhas de Trás têm. Fico achando que preciso fortalecê-los, aos filhotes, como fazem os pais e as mães e tal.
Os amigos, então, me dizem que não preciso saber sobre isso. Porque os trabalhos têm a vida própria deles e que eu me tranquilize.
Mas eu não me acalmo.
Aí, achei isso na net, vejam o que diz:
“Por outro lado, um diário pessoal é um subgénero da autobiografia. Nestes diários, o autor escreve os seus pensamentos ou as suas actividades, em geral, do foro privado, para os/as ler posteriormente. Também constituem um espaço para expressar sentimentos sob a forma de catarse.
Há diários pessoais que se converteram em livros de venda massiva enquanto relatos testemunhais, como é o caso do “Diário de Anne Frank”.
A gente, a É selo de língua – editora É, fez 300 livros e vai lançar em SP, no loki.
Estamos convidando.
Vai ter canja de quem quiser, mas uns amigos já confirmaram.
Depois, queremos fazer no Rio de Janeiro.

Venham, plis:

quinta-feira, janeiro 12, 2017

Um Cinema Orly para Franca, SP:

Não sei se eu teria escrito o Cinema Orly, se não pensasse que iria morrer. Aí, a Isabela Santiago e a Ilda Santiago um livro lindo de meu texto, vocês sabem. Antes disso, uma das editoras pra que eu tinha mandado, me disse das qualidades e imperfeições dele e disse também que não iria publicá-lo, porque, em outras palavras, a editora não concordava com o tipo de condução que o personagem-narrador fazia no cinema e não queria repercutir isso.
Eu quis, então, fazer um outro livro todo mais certinho pra que ela publicasse. Mas, aí, não ficou tão certinho... e pedi ao Mário César Lugarinho que fizesse uma apresentação do livro pra eu mostrar pra outras editoras. E ele disse que faria uma apresentação de um jeito que seria impossível a qualquer editora negar publicação. Então em 2007 a Rocco publicou o Rato, e pelo título já se vê que eu não iria agradar à editora que se negou ao Cinema Orly.
Depois, a Rocco me falou que meus livros não são comerciais e pedi a Ana Maria Santeiro Guarani Kaiowá que me ajudasse com outra editora e publicamos o Mamãe me adora pelo selo Edições da madrugada. É um caminho bem impreciso esse dos meus livros, mas tudo muito cheio de alegria!
Agora, é a vez do Diário da Piscina!
Tem uma galera junta, amiga, a Rocha Júlia, o João Santos, o João Reynaldo, a Isabel Ramos Monteiro, quer dizer, o pessoal da “É selo de língua” e do Loki Bicho – Alan Athayde e Hayge Mercúrio - onde iremos lançar com um pocket. Pow, é muita gente! Na hora dos nomes, me enrolo. Mas tou tentando me organizar com o Vitor Wutzki e Tulio Freitas pra minha parte musical. O Gustavo Galo também vai tocar. Aí, eu queria chamar o Tatá Aeroplano, o Juliano Gauche, a Letícia Novaes, a Marcela C. Biasi, a Arícia Mess, o Filipe Cat e quem mais for de canja, para uma.
Será que topam?

domingo, janeiro 08, 2017

Na É selo de língua:
João Reynado disse:

"
7 de janeiro de 2017

Faço a última revisão do Diário da Piscina de Luís Capucho. Sairá neste verão pela É selo de língua.

"Percebi que a experiência traz a tranquilidade com a água."

quinta-feira, janeiro 05, 2017

Tótem sem Tabu

Quando o Alan Lanzé nos deu o Tótem de presente, durante as apresentações do disco Poema Maldito, eu gostei demais da ideia dele, junto a ideia que eu tinha começado a ter sobre a minha camisa de fazer shows. Acho que ele e ela, juntos, começaram a se formar em objetos, assim, como que sem volta e que me punham sempre a questão de por que é que eu fico chamando a questão pra mim e tudo. Por que é que eu fico fazendo essas músicas, escrevendo esses livros, as Minhas “As Vizinhas de Trás” ao infinito, chamando a atenção pra mim.
Porque eu poderia ir morar na roça e, sei lá, eu poderia estar embevecido de televisão, como naquela letra que Suely Mesquita fez pra mim, aquela letra da “Aristocracia” - https://www.youtube.com/watch?v=DrWLRb3JfYM - , em que eu poderia estar apenas pensando em dinheiro e sexo, e só isso.
Mas o Tótem que o Alan me deu, me chamou a atenção, porque ele é bonito e porque eu vi que ele é masculino por excelência, que é uma coisa que os leitores que têm acompanhado os meus trabalhos artísticos, sabem que é um vazio pra mim, por exemplo, o meu Cinema Orly é um livro totêmico e, aí, o Tótem é o contrário do que é para mim, em construção, minha camisa de fazer shows, se liga...
Daí, é importante que eu o tenha como cenário de minhas músicas e que ele ajude, assim, como um adendo, como um prolongamento das coisas para onde são sugeridas as coisas que tenho pensado para minha camisa e, desse modo, um é o antípoda do outro, mas tudo junto, decantando as forças, as energias que fluem nas músicas, quando estamos tocando elas, nos shows...
Porque, se entendi direito, o vazio que vou completando na minha camisa, e o vazio que vou completando para sempre na repetição de minhas “As Vizinhas de Trás”, é o mesmo vazio que a presença do Tótem nas apresentações completa.
Daí, que a ficha vai para sempre caindo para a visão que o Alan teve ao nos presentear com ele, que vai ganhando ou se misturando a outros sentidos e tudo. E estou dizendo isso, numa tentativa de introduzir uma outra possibilidade de Tótem, que vi numa postagem da Renata Pimentel sob o título de Tótem sem Tabu. Um Tótem de pessoas, que é como eu imagino a centrifugação de forças, de energia dentro dele, em minhas apresentações. E que tenho processado, que tenho completado e que vou renovando e virando em outra coisa, tipo, se auto-destruindo ao mesmo tempo que alimentando o fogo, a fantasia e tudo.
Então, fui dizer pra Renata no in box o quanto o seu Tótem sem Tabu, tinha me colocado no status do “se sentindo reflexivo”, como se diria no facebook. Porque a sugestão é a de que o Tótem sem dentro centrifugando a presença da força feminina é que cria o Tabu. Então, a Renata me pedindo desculpas pela rapidez e esperando me ajudar, mandou:
“São meus alunos e orientandos e amores. Pra nós é um sentido que brinca desde com o livro de Freud (Totem e Tabu, o que é sagrado, o totem nos grupamentos humanos mais tribais até e os tabus que são os interditos.). No nosso caso o sagrado é este laço construído com afeto e confiança e independe de laços familiares de clã sanguíneo
E de gênero e qq outro
Por isso sem tabu
Feliz de ter sinais teus! Espero que a explicação aligeirada aqui tenha funcionado
Beijoooossss”
Tótem sem Tabu 

Tótem sem Tabu



sábado, dezembro 31, 2016

Cabeça de Porco - teaser



Retrospectiva 2016 na web:


Novembro – estréia de Cabeça de Porco com Diêgo Deleon e Prática de Montação:
https://www.youtube.com/watch?v=yAPwtjZL0kU

Novembro - 1º Festival Amágama Brasis – Franca, com Alexandre Magno, Elaine Narcizo e Jack Figueiredo:
https://www.youtube.com/watch?v=n0ojPElPvpY

Novembro – na Rádio MEC, no programa de Eucanaã Ferraz:
https://www.youtube.com/watch?v=IswiFwGfAjg

Novembro – Cinema Íris com Tulio Freitas – em Franca:
https://www.youtube.com/watch?v=I2yg2EHbegc

Outubro – Eu quero ser sua mãe e Ponto Máximo ( luís capucho/Marcos Sacramento) no Heyô de Ju Martins:
http://www.blognotasmusicais.com.br/…/eis-capa-de-babies-di…

Em casa com Vitor Wutzki em vídeo de visão de Flora Nakazone:
https://www.youtube.com/watch?v=h-tDcELEUUg

Setembro – Programa Escuta, no Núcleo-Canção, com Rafael Julião e Isabela Bosi, da UFRJ: https://www.youtube.com/watch?v=_mf1plY6_zg

Setembro em SP, no Loki Bicho, com Vitor Wutzki:
https://www.youtube.com/watch?v=0_43oLKWY_Y

Agosto – shows no Semente no correr do ano, mas aqui contando a estória da música Maluca, na visão do celular do Pedro Paz:
https://www.youtube.com/watch?v=aA6_SbS1opA

Agosto - Para Pegar no Sol do Gustavo Galo:
http://muralcultural2.blogspot.com.br/…/resenha-gustavo-gal…

Julho – show no Laurinda Santos Lobo com Fernando Assumpção e Ruth Castro:

Junho – Eu quero ser sua mãe por Ju Martins:
https://www.youtube.com/watch?v=HWMbzWbAJHE

Junho – Solo em Bando, com Pedro Carneiro e Bruno Cosentino e Sara Hana e Julia Shimura e Pedrinhu Junqueira. Aqui com Claudia Castelo Branco e Marcos Campello:
https://www.youtube.com/watch?v=ZXGjdP3k8s4

Junho - Cifra das músicas na rede - https://www.cifraclub.com.br/luis-capucho/

Maio - Medalha josé Antônio de Carvalho com Leonardo Giordano e Janaina Bernardes

Abril - Homens Flores (luiscapucho/Marcos Sacramento) no Babies do Bruno Cosentino:
https://www.youtube.com/watch?v=xnIUhGjQbGg

Abril – Velha – por Letícia de Oliveira:
https://www.youtube.com/watch?v=1-vXlArdAFA

Março – Maluca por Bú Araujo e Laila nassan na Casa da Gávea:
https://www.youtube.com/watch?v=OFOYEtHR4hs

Fevereiro – Maluca por Simone Mazzer e Filipe Cat em SP:
https://www.youtube.com/watch?v=vMK6zG5-J2k

Fevereiro – Cavalos no Cine Jóia com Felipe Castro:
https://www.youtube.com/watch?v=kiZjJliFGzA