terça-feira, julho 25, 2017

segunda-feira, julho 24, 2017

Ontem, assisti, mais uma vez, à Cabeça de Porco do Prática de Montação e teria muito mais o que ver. Porque diferente dos livros, em que mesmo que tudo esteja acontecendo ao mesmo tempo, é preciso que as palavras contem uma coisa de cada vez, uma palavra atrás da outra, na peça, em torno à cena principal, que nos chama a atenção de primeira, há outras cenas acontecendo e são esses detalhes que tornam de cada vez que vou assistir, uma Cabeça de Porco diferente. Porque para cada canto da Cabeça que eu olhe, há um ator continuando a estória dele com os outros, que são ao todo, 13.
E, ontem, essas cenas pequenas, pouco iluminadas, que me chamaram a atenção, não estavam de fora da força da cena principal, mais acesa. Tudo na mesma força, para os amigos que não conseguiram ir ver, ainda há hoje, o último dia!
Venham no sorteio:

sexta-feira, julho 21, 2017

O Diêgo me chamou  e disse:
- Luís, tudo bem? Aqui, a gente vai regravar aqueles áudios em off que rolam na peça com trechos dos livros. Pensei de fazer com a sua voz. Você toparia? – e, aí, eu vou no Galpão Gamboa, hoje depois do almoço, para gravar os áudios.
A Prática de Montação estará lá fazendo os ajustes para a apresentação de estréia amanhã. E, além dos áudios, o Diêgo falou:
- A gente pode ajustar também onde fazer o lançamento do Diário da Piscina e onde colocar a lojinha! – porque além do Diário da Piscina, levarei os livros e discos que tenho aqui pra quem, acaso, queira.
Daí, que com os áudios, não assistirei à peça de fora, vou estar dentro também.
Mas, não.
É ficção.
Vem no sorteio:

O Pedro tem tirado fotos dos gatinhos onde eles ficam meio humanos. Vejam o Benvindo. Isso foi agora de manhã. Isso foi também porque os humanos têm beleza assim, ternura assim, fragilidade assim. Isso porque não é só terror. É amor também.

quinta-feira, julho 20, 2017

Esperei por bem mais de um ano para que o serviço público de saúde agendasse uma consulta pra que um médico visse o exame computadorizado que fiz de minha coluna. O exame, além de um laudo escrito, é um disco pra se colocar no computer e ver a imagem das vértebras.
Quando cheguei no médico, um senhor desses que não vê ninguém, mas que representa bem o papel, disse com uma voz bem alta, e apenas pra ele mesmo:
- Nós aqui estamos no século XIX! Não temos como ver isso que você trouxe no disco! E, aí, olhou o laudo por escrito e disse, dessa vez pra mim:
- O que você tem é um problema degenerativo, na coluna. Vou te encaminhar para a fisioterapia. Você vá no Médico de Família com esse encaminhamento.
Saí de lá e fui direto ao Médico de Família de minha rua.

Já, lá se foram seis meses e nada!
Luís Capucho inspira peça e lança novo livro no Galpão Gamboa
"Cabeça de Porco" faz três apresentações a partir de sábado (22)
Por Renata Magalhães
access_time19 jul 2017, 15h39chat_bubble_outlinemore_horiz



(Rodrigo Menezes/Divulgação)

Em cartaz a partir de sábado (22) no Galpão Gamboa, a peça Cabeça de Porco narra o cotidiano de um cortiço onde vivem Creuza e seu filho Cadu. Os dois esperam pela procissão de Santa Moema enquanto Creuza tenta administrar a cabeça de porco lotada de homens. Entediado com o clima da casa, o menino procura paz no cinema pornô da cidade, onde conhece a stripper Sheila. Com 13 atores em cena, a montagem é inspirada nas músicas de Luis Capucho, compositor e cantor maldito. O próprio estará na Gamboa para o lançamento de seu quarto livro, O Diário da Piscina, sobre as aulas de natação que melhoraram sua qualidade de vida após complicações decorrentes do seu quadro como portador de HIV. Já na segunda (24), o dramaturgo Peter Franco lança o livro de poesias Saga Roça.

Galpão Gamboa Rua da Gamboa, 279, Gamboa. Sábado (22) e segunda (24), 21h; domingo (23), 19h. R$ 30,00. 18 anos.
http://vejario.abril.com.br/cultura-lazer/luis-capucho-inspira-peca-e-lanca-novo-livro-no-galpao-gamboa/

quarta-feira, julho 19, 2017

Eu e Bruno Cosentino, no dia 3 de agosto, faremos o show Poema Maldito no Festival Sesc de Inverno 2017. O Festival acontece entre os dias 28 de julho e 6 agosto, nas unidades do Sesc de Petrópolis, Teresópolis e Nova Friburgo.

A abertura, que acontece simultaneamente nas três cidades, será com shows de Caetano Veloso em Petrópolis; Tom Zé em Teresópolis e Baby do Brasil em Nova Friburgo. Isso, porque o tema é ‘Tropikaos — A Arte da Criação’. Isso porque é a desordem, a turbulência, a confusão.

terça-feira, julho 18, 2017

Hoje, até depois do horário de almoço, fiz o meu périplo pelos departamentos públicos de transporte da prefeitura de Niterói e também do Estado do Rio de Janeiro para tentar entender sobre a renovação de meu Passe Livre, que como vocês sabem, mesmo sob um recurso que chamam de Antecipação Judicial, tem tido ainda uns entraves e, inesperadamente, fui tratado em todos esses lugares, somente com amor!
Embora não tenha conseguido resolver a situação embrulhada e embora não tenha conseguido desembaralhar o entendimento dela, uma pontinha que seja, ficou mais clara pra mim.
Isso foi apenas pra mim, porque para aquela moça grávida, nada fluiu. Quando eu entrei na Assistência Social da prefeitura de Niterói, ela muito nervosa, com os calcanhares saltando convulsivos do chão, sem controle, fazia desafios gritados pra um guarda municipal. E diante da tranquilidade portentosa dele, ela começou então a tirar a roupa e a bater na barriga, com o bebezinho dentro. Aí, o guarda municipal disse que se ela continuasse a tirar a roupa, que ela seria presa. E ela correu mais pra ele, com os pulsos juntados um no outro e gritava ainda: prende, pode prender, que, aí, eu vou ter o que comer e onde dormir!
É meio difícil dizer o que estava acontecendo dentro daquela sala. Só sei que o guarda entrou num gabinete e fechou a porta. E a moça meio pelada sentou muito nervosa numa cadeira. Uma mulher trouxe água pra ela beber, outra pediu calma, que ela pensasse na criança, que ficasse calma.
Fora isso, eu preciso ficar repetindo que diz 22 de julho, na estréia da peça Cabeça de Porco, baseada na obra desse que voz fala, lançarei meu Diário da Piscina no Rio de Janeiro.

E tem mais essa novidade:

segunda-feira, julho 17, 2017

Eu vou desistindo de pegar qualquer fio de meada possível no emaranhado de coisas que eu poderia ir desenrolando da minha cabeça. Eu desistiria de todos e iria embora daqui, iria morar numa beira de estrada entre uma cidade dessas pequenas e outra. Ou iria embora para morar numa quitinete em cima de uma avenida daqui. Ou uma outra avenida, no centro de outra cidade que tenha uma avenida principal com quitinetes.

Então, seguindo o que tem me acontecido, eu vou desistir desses fios de meada que peguei, entre quitinetes na avenida central de uma cidade qualquer e o outro fio, de ir morar numa beira de estrada entre uma cidade pequena e outra. Na verdade, já desisti deles e tou no emaranhado de coisas de minha cabeça sem pegar fio algum, agora.

quinta-feira, julho 13, 2017

Cabeça de Porco - Teaser Temporada Galpão Gamboa



O Sagrado e o Profano dos Cinemas Pornôs em cartaz no Galpão Gamboa

Estreia no próximo dia 22 de julho no Galpão Gamboa a peça Cabeça de Porco em uma curta temporada de apenas 3 dias. A peça narra o cotidiano de um cortiço onde vivem Creuza e seu filho Cadu. Os dois esperam pela procissão de Santa Moema enquanto Creuza tenta administrar a cabeça de porco lotada de homens. Cadu entediado do clima da casa procura paz no cinema pornô no centro da cidade, point das bichas e das aventuras sexuais. Ali trabalha Sheila, uma stripper também a procura de um lugar na cidade.

A peça que conta com 13 atores em cena é inspirada na obra e recortada pelas músicas de Luis Capucho. Compositor, escritor e cantor, Capucho é autor dos livros Diário da Piscina, Mamãe me adora, Rato e Cinema Orly. E dos discos Poema Maldito, Cinema Íris e Lua Singela. Suas músicas já foram gravadas por nomes como Cassia Eller, Pedro Luís e a Parede e por artistas da nova safra da MPB, como Gustavo Galo, Bruno Cosentino e Ju Martins.

Cabeça de Porco é o terceiro espetáculo do projeto Prática de Montação, projeto teatral que investiga identidade, memória, sexualidade e gênero. Fomentado como um laboratório de criação, o projeto também conta no repertório com os espetáculos Dandara Através do Espelho e Prática de Montação.

www.praticademontacao.com.br

Evento: https://www.facebook.com/events/39944...
Ingressos: http://bit.ly/cabecanogalpao

SERVIÇO
CABEÇA DE PORCO
22 a 24 de Julho
Sábado e Segunda às 21h, domingo às 19h
Local: Galpão Gamboa
R. da Gamboa, 279
Ingressos: R$ 30 inteira / R$ 15 meia ou lista amiga
Classificação Indicativa: 18 Anos

DIÁRIO DA PISCINA - Lançamento do Livro de Luís Capucho
22 de Julho às 20h
Elenco:
Alvaro Victor / Ana Kailani Guimaraes / André Celant / Carlos Bruno Oliveira / Danillo Sabino / Fernanda Klen / João Vitor Linhares / Junior Pontes / Lais Lage / Paulo Barbeto / Valério Mota / Vitória Carvalho / Yuri Mendes
Percussão: Rahira Coelho

Direção: Diêgo Deleon
Dramaturgia: Peter Franco
Direção Musical: Pedrinho Mendonça
Músicas: Luís Capucho
Cenografia: Rahira Coelho
Assistência de Cenografia: Vitória Carvalho
Figurino: André Hav
Desenho de Luz: Isabella Castro e Paulo Barbeto
Visagismo: Gabriel Borges, Lairce Dias, Nathy Torres
Comunicação e Fotografia de Cena: Rodrigo Menezes
Programação Visual: Isabella Castro

Trechos em off retirados dos livros "Cinema Orly", "Rato" e "Mamãe me Adora" de Luís Capucho.

quarta-feira, julho 12, 2017

É demais pra mim que eu vá lançar o Diário da Piscina no Rio de Janeiro, na estréia da peça Cabeça de Porco, peça do Diêgo Deleon, do Prática de Montação, sobre ou sob meus outros livros e músicas. E, ontem, quando estava conversando com o Rafael sobre o seu documentário sob ou sobre minha obra lítero-musical, em fase de montagem, a que ele deu o nome de Peixe, quando eu disse do doc, aí, ele falou definitivo:
- Não é mais documentário, luís! – e ficou falando e fui falando também, porque imediatamente entendi que não era mesmo. Como também a peça Cabeça de Porco não é um documentário. Mesmo que a minha obra inteira seja o que chamam de confessional.
Há tanta coisa demais pra mim:

terça-feira, julho 11, 2017

Sou muito colado em mim mesmo, nos devaneios que, durante um dia, começam desde quando acordo, até quando me deito na cama pra dormir. E devaneio não tem aparência lógica, embora tenha fundamento, tenha sentido pra mim e eu possa te explicar e tudo.
O Blog é um exercício de colocar o devaneio nalguma ordem.
O Blog é uma trava que ordena os pensamentos sem conexão.
O Blog é onde em silêncio, me comunico com o silencioso leitor.
Nele eu conto tudo, mas não.
Porque têm os filtros.
No devaneio, se estou no caminho errado, sozinho comigo mesmo, posso.
Mas, se não quero ficar comigo mesmo o tempo todo, no devaneio, preciso voltar atrás aqui no Blog Azul.
Grande parte das vezes, o maior tempo do dia, estou comigo mesmo, no devaneio do caminho que não volta.
É o foda-se!

Dizem que sou poeta.

sexta-feira, julho 07, 2017

Em 1968, quando nós morávamos na casa de Dona Odaléa, havia uma televisão em sua sala e um vaso de louça bem grande, onde estavam enfiadas, num leque, não sei quantas, mas eram muitas penas de pavão. Não sei, eu era um menino de seis anos e não me interessava saber o motivo de a televisão nunca ser ligada. Era pacífico que ela estivesse lá, com sua tela um pouco esverdeada, fria, apagada, cintilante na sala, junto às penas de pavão.
Por essa e por outras, fui um menino sem assistir televisão. Então, quando eu tava na Dona Odaléa, tinha mais fascínio pra mim as coisas dentro das gavetas, nos cômodos escuros, fechados, de armários, cômodas, guarda-roupas. O que estava dentro da televisão não me instigava.
Estou lembrando isso porque, depois, já adulto, quando eu e mamãe começamos a ter a nossa sala, aí, era televisão ligada pra ver as novelas e tudo. E, então, quando mamãe se foi, não quis mais televisão. E quando vieram os Vizinhos de Trás com seus movimentos cheios de barulhos, que, ao revés, me encheram de fascínio ruim, Pedro me deixou uma televisão, que era pra que eu me distraísse deles. E isso não adiantou muito, mas fiquei agradecido.

Faz duas semanas, essa minha televisão, que como a de Dona Odaléa, nunca é ligada, foi levada para o Atelier de Indumentária, em Piabetá. Fiquei feliz com o espaço vago que ela deixou na sala, na prateleira, na estante. Comecei a pensar em também ter um toca-discos.

quarta-feira, julho 05, 2017

Desde garoto que ouvia dos adultos que ser criança era bom, porque não precisava se preocupar com nada, quer dizer, pensar, fazer as coisas. Era só ir no embalo de tudo e pronto. Isso era viver. Eu, aí, sequer pensava na possibilidade de ser um cara adulto, eu sequer pensava na possibilidade de ser qualquer outra coisa, embora tivesse um grande desejo, quando pequeno, que era o desejo de voar.
E minha mãe tinha um primo, que o nome dele era Zé Oladim, se não estou trocando os nomes. E, não sei também se estou trocando tudo, mas, talvez, eles ficassem, não sei. O fato é que o Zé Oladim, se não estou trocando ainda, tinha um Jeep. E nos levava pra passear. E, aí, esse meu sonho era satisfeito. Naqueles passeios, eu voava. Tanto que nas noites em que sonhava que estava voando, voar era como andar de Jeep acima das montanhas da cidade, numa grande noite profunda, maravilhosa.

Um amigo meu disse que os meus posts não continuam, que eles param logo ali. Eu poderia continuar. Mas mesmo que eu não continue, o Blog nunca acaba. Ontem e amanhã tem mais...

terça-feira, julho 04, 2017

Faz um tempo me perguntam se minhas músicas estão no spotify.
Eu mesmo não frequento o serviço dessa plataforma, mas estão colocados os meus álbuns lá e o meu sentimento é o de quem tivesse, finalmente, ajustado a César o que é de César.
Eu tenho uns livros que escrevi e algumas As Vizinhas de Trás comigo. Esses trabalhos não têm distribuição e no caso dos livros, com exceção do Diário da Piscina, estão todos fora de catálogo e esgotados.
Eu curto que seja assim, de ter uns últimos livros comigo e de vendê-los eu mesmo.
Também já me perguntaram se estão pra serem baixados em alguma plataforma. E não estão. Embora eu já tenha visto links que dizem baixá-los, mas não cliquei pra conferir.
E eu disse que curto que seja assim, porque eu custo a entender as coisas que estão fora do alcance de meu olhar. E sou meio coruja. Desconfio sempre do que possa estar acontecendo fora de minha visão. E como adoro os meus livros, tenho medo do dia em que não os verei mais, que não terei mais livro aqui em casa, pra vender pra quem, acaso, os queira.
Tenho a visão de que eu possivelmente seja um cara mais burro e que, por isso, eu esteja ainda mais por fora e, aí, os meus horizontes são mais fechados – e, nesse caso, eu esteja mais por dentro – e, sei lá, eu sou mais do lar, mais doméstico e tal. Meio bicho-grilo, assim...
Fora isso, como mais ou menos disse aquela música que já é velha, mas que não ficou velha, como ela diz, se a gente não vê, não há. E, aí, fazendo uma grande volta e olhando a mesma coisa pelo outro lado, visto assim, eu meio que não existo.
Ouçam:


segunda-feira, julho 03, 2017

Dia 22 de julho, às 20 horas, na estréia da peça Cabeça de Porco, que tem como pano de fundo minha obra literária e musical, vamos lançar o Diário da Piscina no Rio de Janeiro. Valerá, apenas, ver o trabalho dessa galera mais jovem sobre o meu:

domingo, julho 02, 2017

Tou fazendo a transcrição de alguns programas Escuta.
O Escuta é um programa de audição de um disco da produção da música brasileira contemporânea, na Letras da UFRJ. E como já disse o Rafael Julião, que é quem faz as entrevistas, o Escuta é “para escutar a obra de algum compositor, músico, intérprete da canção brasileira contemporânea, né, tentando fazer um movimento de aproximação com o pessoal que está fazendo música agora e não só com a tradição da música popular, que a UFRJ já se aproximou, as universidades já se aproximaram, e...”
Então, eu tou curtindo demais fazer essas transcrições e, através delas, conhecer o pensamento de quem, como eu, tem feito música, aqui, tão perto da gente, e que a gente não ficou sabendo e tudo.
Não é o caso do Vovô Bebê – Pedro Dias Carneiro – de quem tou a transcrever a Escuta nesses dias. E com quem, juntamente, com Bruno Cosentino, fizemos uma série de shows, faz um tempo atrás, a que demos o nome de “Três Vocês”.
Aí, eu queria dividir com vocês essa faixa do disco Vovô Bebê, a Êxodo, assim, uma faixa meio paulista, meio mineira, meio carioca, meio baiana, uns lugares bem profundos, tou confundindo os lugares.

Vejam:

sexta-feira, junho 30, 2017

       Isso de eu ter travado os músculos e o cérebro, tudo, e dormido por um mês, depois que acordei, fiquei me tratando por anos, pra ir sentindo, aos pouquinhos, que eu voltava ao normal.
      Daí, que estou muito, mas melhorado mesmo, melhorado demais, das sequelas de neurotoxoplasmose que me pegou o cérebro em 1996. De ínício, eu sentia minhas melhoras dia a dia. Depois, com o passar dos anos, as melhoras quase não foram percebidas. De tempos em tempos, eu me dava conta de um avanço. Por exemplo, hoje eu sei que não manco mais, mas não teve um dia em que pensei assim: não manco! O meu claudicar foi se dissolvendo pouco a pouco, sem que eu notasse. Então, hoje, embora meu lado esquerdo seja mais fraco e menos ágil, não manco mais.
       E assim com outras habilidades que fui recuperando: tocar violão, cantar, manuscrever, escrever, andar de bicicleta, tudo.
Mas tem uma coisa: se por um lado eu vou ganhando mais habilidade e sofisticação em meus movimentos, vou recuperando eles, por outro, eu sinto que o meu corpo como que automatizou esse jeito mais parado, de quem não consegue, por exemplo, correr.
       Então, ficaram marcados em mim hábitos de que não preciso mais, por exemplo: eu brinco com a minha instrutora-treinadora-orientadora que vou cair na piscina de forma expontânea, sem parar, sem pensar, entrar na piscina e pronto. E quando vou fazer isso de forma expontânea, acaba saindo um gesto escandaloso, o de entrar na piscina. Por que eu preciso aprender a entrar sem pensar na água, de manso e ágil, hábil e preciso, sem que isso me pareça um escândalo, ta ligado?
       Nadar me ajuda demais na recuparação de minha coordenação. Mas eu tava falando com o Pedro, que quero tentar também um outro esporte. Que me exija mais o equilíbrio e que me exija reações rápidas. Porque eu quero perder esse meu ar parado. De descer escada com concentração, de sentar nos bancos com muita atenção e de entrar na piscina com cuidado. Eu queria voltar a fazer tudo isso, cheio de devaneio na cabeça.

quinta-feira, junho 29, 2017

Desde que os meninos se foram e que fizemos aquela manada de shows no estouro da entrega da medalha José Cândido de Carvalho, que não pego no meu violão. Eu fico pensativo sobre isso, na verdade, estou sempre pensativo, assim, porque é o que me acontece, como quem não quer nada, me pego pensando...
Não é que eu fique pensando no fluxo das coisas. A verdade é que o meu pensamento é todo cortado, é cheio de resistências, de bloqueios, de falhas. Ou, como me disse uma vez o Pecador Confesso, é cheio de reticências.
Há muito tempo que me pego assim, talvez, desde sempre. E há alguns anos, fiz uma música sobre isso. Uma música que não sei mais tocar, mas que tenho uma gravação em algum lugar e penso um dia outra vez encontrá-la, porque não quero perdê-la.
Não é que eu tenha pensamentos grandiosos, não é isso. Fico pensando comigo mesmo, em mim mesmo, coisas desinteressantes, que não, interessantes pra mim mesmo, apenas, e tudo. Mas que me fazem lembrar uma das poucas frases de mamãe que ouvi durante a infância e que ficaram gravadas incólumes. Essa, especialmente, era assim. E ela disse na cozinha, fazendo comida:
- Se eu ficar pensando na minha vida, fico louca!
Daí, eu acho que sou louco e acho também que não quero e não digo tudo. Há os que acham que digo tudo aqui no Blog Azul, que não tenho segredos pra ele, no silêncio das entrelinhas. Não sei. Mas não fico tentando dizer o que não quero. Fico quieto. Por isso é que tenho vindo mais espaçado aqui. Embora queira voltar com assiduidade.
Voltando ao assunto, nós tínhamos uma amiga, que acabou se perdendo nas revoadas da direção da vida de cada um, que gostava de dizer que o meu caso era um caso oriental - ela dizia isso referindo-se ao jeito das religiões do oriente - e, fico pensando que, talvez, ela tivesse razão, porque eu me pego aqui no apezinho desejando muito que tudo se apague na minha cabeça.
Ontem, por exemplo, aproveitando o frio, fui me deitar às sete da noite. Como tinha remédio pra tomar às 11 horas, Pedro me telefonou, tomei o remédio e dormi outra vez, quer dizer, acordei agora há pouco, às sete da manhã, quando Pedro me telefonou para o próximo remédio.
Então, eu fico querendo que tudo se apague. E como não sou um eremita, no Himalaia, durmo.
Também não é, eu sei, que tudo vá se apagar com o inverno e com a minha facilidade de dormir. Por exemplo: quando tudo começou, a ideia era também fazer, além do lançamento do Diário da Piscina(É selo de língua – editora É/2017) aqui em Niterói, feito na Câmara Municipal, como os amigos viram, a ideia era fazer um lançamento do livro na cidade do Rio de Janeiro. Mas, aí, não rolou brecha que não as entrelinhas. Mas, agora em julho, como o Prática de Montação vai, outra vez, encenar a Cabeça de Porco, a gente vai aproveitar pra lançar o livro na cidade, na estreia.
Ficaremos muito felizes que você venha!




terça-feira, junho 27, 2017

Eu tou bem feliz, porque os amigos que não puderam assistir à Cabeça de Porco, quando ela foi encenada pela primeira vez, na Unirio, poderão assistir, agora, em julho. A peça junta meus livros e músicas e é a coisa mais linda de se ver, de um autor ter a alegria de poder ver. O modo como os atores dão o corpo pras estórias e o jeito como elas ficaram. É muita magia, poesia, bruxaria, feitiçaria, energia...he he he...

segunda-feira, junho 26, 2017

Ontem, eu, Diêgo Deleon, Lais Lage, Paulo Barbeto, e Pedro Paz ficamos falando um pouco sobre o Diário da Piscina. Nossa conversa caiu por várias vezes em grandes pedaços de silêncio, e eu me senti, nesses momentos, como se eu olhasse pra um grande lago, quer dizer, pra uma grande piscina funda.
Entre as outras coisas, a gente falava se o olhar do livro era triste ou não. Eu defendi que não era triste, mas no fundo de minha piscina, não tinha muita certeza disso. E também, a gente falou um pouco do tempo do livro, que é um assunto também comum, quando se quer falar de música. E, o tempo a que a gente se referia era o tempo da epígrafe do livro, um verso de música do Gilberto Gil ,“Falam tanto de uma nova era, quase esquecem do eterno é”. Um tempo que a gente entendeu, como um tempo que corre parado, quase como um tempo de pesadelo, mas que no livro, o recurso do coração das palavras, o recurso do coração da piscina e o recurso do nosso coração suaviza. Por isso a dúvida.

sábado, junho 24, 2017

Eu achava que a febre iria ter o ciclo da gripe e tava tranquilo, achando que eu iria melhorar com o passar dos dias. Mas, aí, minha Vizinha de Baixo disse que, se tinha febre, tinha infecção e precisava antibiótico. Por isso, ontem, estivemos na Fiocruz e, finalmente, estou medicado. Fui atendido no Pronto Atendimento e, ontem, quem estava no plantão, era a médica do Pedro. Uma menina de cabelos azuis muito atenta aos meus movimentos durante a consulta, eu gostei muito dela.
Nos dias de minhas consultas para monitoramento do meu HIV, e minha impressão é a de que isso é mais necessário por conta dos efeitos colatarais do coquetel de remédios, do que propriamente por conta da presença do vírus no meu sangue, as consultas também correm assim. E a médica que me atende, que é sempre a mesma médica e por isso é de meu costume dizer que ela é a minha médica, também muito atenta aos movimentos das consultas, fica anotando tudo no computador, fica anotando tudo ali no que os médicos chamam de sistema.
Então, tudo fica anotado ali para consulta dos que precisem ter alguma informação a meu respeito, a respeito de minhas queixas e imagino que, além delas, anotem os procedimetos que tomam para a minha melhora, os remédios que me indicam, tudo, acho que, no conjunto, é o que chamam de anamnese.
Não tenho acesso a essas anotações. São anotações que circulam entre eles. São informações sempre a partir do ponto de vista técnico que eles têm ali, daqueles minutos.
Então, porque aconteceu de em minha última consulta ter surgido um ponto em que discordei da doutora, ela disse que minhas consultas eram muito difíceis. Eu fiquei chocado com ela ter dito aquilo e perguntei se ela gostaria que eu trocasse de médico. Então, ela disse que não era apenas ela que achava minhas consultas difíceis e que se trocasse de médico, eu não teria a atenção que ela dispensa a mim e tudo.
Presumo que o sistema tenha se contaminado e que pra que eu me torne um paciente fácil, agora, vai ficar difícil!

Caramba!

terça-feira, junho 20, 2017

Eu vi uma notícia, compartilhada no facebook, sobre uma figurinista que fez um tratamento pra se livrar do uso de cocaína e, aí, no meio disso, um astrólogo lhe disse que ela teria de fazer muitas mudanças internas e que isso era raro acontecer nas pessoas e tudo. Eu fiquei intrigado com isso. Mais intrigado que com a notícia sobre a reabilitação fora do uso de cocaína. Por que mudanças internas todo mundo precisa fazer o tempo inteiro, pra ter vida social. Raro é não precisar fazer as mudanças, eu acho.

Fora isso, fiquei doente nesse final de semana e, hoje, começo a sentir algum ânimo de novo no corpo. E tenho deixado de vir todos os dias aqui. Mas quero voltar...

quinta-feira, junho 15, 2017

Ontem, encontrei aquela moça na rua. Eu e ela não somos amigos, mas quando começamos a nos encontrar foi mais ao menos há dez anos atrás. Então, quando, esporadicamente, nos encontramos na Mariz e Barros, paramos pra conversar, porque ela faz isso. Aí, eu paro também e ficamos falando. Ela diz sempre, que se lembra de mim, quando estávamos na Universidade. Diz que eu usava um bracelete alto no braço, embora eu nunca tenha usado... que eu me lembre...
E, ontem, nosso encontro foi na Moreira César. Ela veio se aproximando, enquanto dizia:
- Nossa, eu estou adorando te ver envelhecer! Como é que você tá? Eu estou ótima, tou gostando muito desse meu momento, tou mais tranquila... – e, aí, eu disse que não tava curtindo tanto, que eu achava dramático esse lance de ir envelhecendo. E contei dos problemas que tenho tido, por último. Mas, aí, continuei falando com ela da parte que era boa e tudo. Nós não tínhamos muito ideia do que queríamos dizer e, aí, fomos deixando brotar as palavras. Depois de um tempo, ela falou:
- Não é com todos que eu quero falar. Mas com você, eu gosto. Quando vejo conhecidos, normalmente, não paro. Mas olha quanta coisa a gente já falou... normalmente, não me interessa falar com as pessoas. E tenho preferido ficar olhando por minha janela, ficar olhando pro céu... – e, aí, ficamos ali conversando.
Moral da estória: ....

sexta-feira, junho 09, 2017

http://www.luiscapucho.com.br/imprensa
A gente, eu e Pedro, deu uma atualizada no site com novas coisas e, principalmente, incluímos o Diário da Piscina entre os livros, colocamos a Eu quero ser sua mãe do Bruno Cosentino num dos compartimentos, colocamos o programa do Shiraga e tudo o mais. É um site que vai se formando para sempre e é um grande prazer pra mim ter essa forma de mostrar o meu trabalho de arte, ideia do Rafael, quer dizer, um grande prazer pra mim que ele seja acessado em qualquer parte.

terça-feira, junho 06, 2017

Eu sinto que os pensamentos estão por aí, vêm por ondas, e quando a gente pensa eles, e eles vão embora, não ficam pra trás, porque vão ser pensados em outras cabeças que os captam. São nômades como as sombras coloridas que encapam as paisagens, que ora estão em minha rua, ora em Paquetá, ora em Marapé.
Aqui no apezinho acordei pensando comigo mesmo e os pensamentos vêm de muito longe, não do passado, mas do agora de hoje, como esse cachorro esganiçado gritando no morro, essa serra serrando que vem da rua de trás entrando por minha cabeça.
Então, pode haver de eu captar o mesmo pensamento que passou por aqui e que minha Vizinha de Baixo captou. Pode haver de os pensamentos que capto, serem atraídos pelas coisas que tenho sentido. E que estejamos todos dentro da mesma nuvem de pensamentos, a mesma nuvem, a mesma nuvem, a mesma nuvem.

Estamos presos.

domingo, junho 04, 2017

Diário da Piscina

A gente ta já há um tempo pra fazer esse videozinho chamando
para o Diário da Piscina. Na verdade, era pra ele ter aparecido ainda chamando
para aqueles shows que andei fazendo com o Vitor Wutzki e Tulio Freitas, quando
estiveram aqui, naquela semana da entrega da medalha José Cândido de Carvalho a
mim, por conta de minha obra literária. Iríamos usar esse vídeo para chamar pro
livro e pros shows. E eu tou feliz que, agora, o Pedro tirou um tempinho pra
fazer. Também, demos uma atualizada no site:

quarta-feira, maio 31, 2017

Eu tou muito feliz, porque o apezinho, a cozinha, o fogão, está de gás novo, forte, espirrando da boca da trempe quase como esguicho de baleiazinha. Fiquei muito feliz com isso, porque uma casa tem de ter cozinha funcionando bem. Tanto que, quando mamãe tentou ter uma casa pela primeira vez, eu era um menininho que só conseguia pensar em panelas, eu imaginava na bateria as panelas de aluminio penduradas, muito brilhantes e era tudo, a casa inteira, a cozinha.
Esse lance do gás novo veio, um pouco, compensar a minha angústia de estar nesse estado zoneado que é o Rio de Janeiro. Eu me lembro que quando vim embora pra cá, morava em Magalhães Bastos e mamãe me colocou pra estudar num conjunto residencial do BNH chamado Fumacê. Era uma escola do Estado, dentro de uma comunidade na zona norte da cidade, então, você pode imaginar o que era, nada.
E como me formei professor e por conta da neurotoxoplasmose me aposentaram, tenho vivido a angústia de não saber quando vou receber meu salário ainda do mês de março ou abril. Zoneou tanto que nem sei mais o mês que devo receber e quando.
Também não é apenas isso. Faz um tempo, eu disse aqui no Blog Azul sobre ter conseguido através do Grupo Pela Vidda-Niterói que fosse ampliado o número de passagens de meu Rio Card Social, pra que eu pudesse manter minhas terapias e manter minhas melhoras motoras e vocais. Então, a Dra Patrícia Diez Rios, depois de apresentada toda a documentação, os laudos todos, conseguiu, através de uma liminar, que fosse ampliado o meu RioCard para 60 passagens mensais.
Então, depois de toda a demora da zoneação, em janeiro desse ano estive no posto do Setrans em Copacabana para pegar o meu cartão de gratuidade, onde fui informado de que ele valeria até 2019.
Agora fui notificado que meu cartão tem validade somente até agosto. Fico pensando: sem entrar com processo judicial requerendo o direito, todos os meus cartões anteriores tiveram validade por dois anos. Por que agora tem apenas de seis meses?
Angústia.

Vou fazer um café!

domingo, maio 28, 2017

Quando eu e Bruno Cosentino combinamos de ele produzir um meu próximo disco e que fomos em sua casa para falar disso e selecionar as músicas, decidimos que ele produziria um disco chamado Homens Machucados. Dentre as músicas que sobraram das que selecionamos, Felipe Castro pensou num outro disco, o Crocodilo. E, porque na época ele estava sem estúdio, pensamos em distribuir as músicas entre os amigos artistas, para que cada um produzisse uma de suas faixas.
Por conta do acaso, que é sempre difícil de ser explicado e por conta da generosidade dos artistas pra quem mandamos as músicas do Crocodilo, esse disco está mais formado do que o Homens Machucados. Seu corpo já começa a ficar definido e ontem, estive com o Vovô Bebê para ir ajeitando por dentro o corpo do Crocodilo, um Osiris, aos poucos recolhido das margens do Nilo.. he he he.
O Gustavo Galo mandou pra gente o que ele tinha formado de uma das músicas, a Antigamente, num e-amil cujo título era “Capucho paulista, meooooo”. Eu pedi a ele que nos mandasse as pistas todas abertas, o projeto da música no programa de edição, que era pra eu colocar a viola caipira – eu tinha pensado na viola do Tulio, que é uma maravilha -, a viola, que é um instrumento que sem que eu soubesse, se casa muito bem com minha música. Acho que ela completa o que ela tem de rock and roll, sabe, o meu som.
E também tinha falado com o Marcos Campello sobre a viola, na música em que ele está a produzir. Além de já ter levado essa conevrsa com o Vovô Bebê, sobre a viola. E, ontem, em seu estúdio, quando abrimos as pistas da “Antigamente” voltou a ideia da viola e, aí, depois de eu pedir umas idéias que eu achava e que o vovô foi me entendendo e foi dando certo, com a “Antigamente” aberta, ele disse:
- Tive uma idéia, vamos ver se seremos presenteados por ela! – e, aí, se levantou e pegou a viola! – não era uma viola caipira, mas viola.
Pedro tirou foto.
Vejam:

quinta-feira, maio 25, 2017

Um Cinema Orly para Goiânia:

Paêbirú - Album Completo - Lula Côrtes e Zé Ramalho (1975)

Os objetos de arte são melhores do que o que diríamos sobre
eles. Mas enquanto a canalhada usurpadora vai devastando o pouquinho de
conquista política da gente mais pobre e humilhada, fui dar uma olhada no que
se tem na internet sobre o caminho paebiru, antes de ouvir outra vez o disco
Paebiru, do lula cortes e zé ramalho.
E, aí, as imagens de céu e de inferno que se abriram pra
mim, enquanto era levado pelo som do disco, há muito que, aqui no apezinho, não
me emocionava tanto de ouvir um disco, assim.
Daí, que a pista que o nome deu, esse caminho gramado pelo
interior da floresta pré-colombiana, pelo interior das américas, foi importante
demais para completar a beleza do som e isso me fez ficar pensando em falar pro
meu velho amigo Ciro, que tem feito postagens sobre viajar por aí, sair pelo
mundo assim como sem motivo, apenas sacando o convite da estrada e tudo.


Vejam:

quarta-feira, maio 24, 2017

podcast de programa de rádio em que Bruno Cosentino fala e ouve seu disco ainda a ser lançado, dia 29. Quando conheci o Bruno, ele fazia uma apresentação dentro de um projeto chamado Gancho, no teatro café pequeno no Leblon. E me chamou pra apresentar uma de minhas músicas com ele. Depois, o gancho continuou e seu disco Babies tem Homens Flores. E gancho outra vez: eu sou feliz demais apenas por ouvir o corinho que tem em Eu quero ser sua mãe. Que faz a música ir se enlevando, se enlevando, pra que se veja que ela é mesmo assim: louca.
Ouçam com o carinho do Bruno:

quinta-feira, maio 18, 2017

Cópia de Maluca no Estômago et le théâtre Lupanar

Depois que se seguiram os shows em que anunciamos o Diário
da Piscina(É selo de língua – editora É) aqui no Rio de Janeiro, é a vez de
começar tudo de novo. Quando de novo os meninos Vitor Wutzki e Tulio Freitas,
já de volta às suas vidas, puderem se juntar às músicas outra vez, a gente faz
outro enxurro de apresentações delas, outra - como eu me vi falando na volta
pra casa de nosso último show juntos – outra experiência de quase morte.
É que vínhamos na noite pela ponte, de carona com Simon,
vindos do Escritório, onde dividimos show com Bruno Cosentino. Aí, eu vinha
enumerando as coisas lindas vistas à noite da ponte e o Simon falou das luzes
dos automóveis que ele seguia na estrada dela, da ponte. Aí, eu brinquei com
ele, disse que como na experiência de quase morte, a gente não poderia entrar
na luz, porque, aí, era uma batida e estaríamos mortos. Daí, os shows me
lembram isso, se liga, e agora estou aqui de volta no apezinho, começando tudo
outra vez.
Pedro me mandou hoje a Maluca que ele fez no celular, no estômago
et le théâtre lupanar. O Gustavo, do estômago, me deu uma fita – pedaço da
cortina de entrada – que não supus poder se transformar na asa em que se
transformou.
No dia seguinte, quando fizemos a apresentação no
Escritório, a última delas, e quando se passou a estória da experiência de
quase morte, pedi a Jack que fizesse a asa que faltava, do lado direito da
camisa, com uma sacola de plástico amarela.
Moral da estória: começo tudo outra vez, agora, com asas.


Vejam nosso singelo #Fora Temer:

terça-feira, maio 16, 2017

Muito emocionado pra ouvir a entrevista com Fabio Shiraga. Me fez olhar de onde não costumo me ver. E especialmente agora que os meninos se foram, depois de tantas apresentações mergulhadas na gente mesmo, se olhar assim de fora, na contraluz da entrevista, foi bonito:




segunda-feira, maio 15, 2017

Limeira Colorida

Segunda-feira pós dia das mães o INTERVENÇÃO URBANA traz o músico, compositor, pintor e escritor Luís Capucho para falar de seu trabalho em entrevista cedida a Fabio Shiraga.


Autor dos livros Cinema Orly (1999), Rato (2007), Mamãe Me Adora (2012) e Diário da Piscina (2017), Capucho está fazendo uma série de shows para divulgar este último lançamento. Em suas apresentações toca as músicas dos discos Lua Singela (2003), Cinema Íris (2012) e Poema Maldito (2014).
Luís Capucho ajuda a escolher as músicas do programa, que também conta com depoimentos dos grandes Péricles Cavalcanti sobre música que escreveu para Cássia Eller e Wado sobre Capucho.
Agradecimento especial ao amigo Júnior Bocão, da banda Divina Supernova, apresentador do Balaio da Garça.

INTERVENÇÃO URBANA #18
Apresentação e produção: Fabio Shiraga
Direção: Ricardo Drago
Onde: MutanteRadio
Segunda-feira, dia 15.05 às 18:00, na Mutante Mecânica
Ouça também pelo app TuneIn


Eu quero ser sua mãe - Bruno Cosentino [Clipe Oficial]

Minha camisa de fazer show, ganhou asas, que mamãe diria ser
asas de barata.
Quando o Guilherme, depois do show que fizemos no “Estômago
Lupanar”, me presenteou com um pedaço de fita de plástico fosca, transparente,
para que eu colocasse na minha camisa de fazer shows, não fazia ideia da asa
linda que ela era. Depois que vi que era uma asa para o meu lado esquerdo –
mamãe diria ser uma asa de barata – no dia seguinte, para o show com o Bruno
Cosentino, no Escritório, a Jack me ajudou a fazer a asa para meu lado direito.
Fez com uma sacola amarela, plástica, de mercado. Lindíssima!
Então, terminar esse ciclo com asas - de shows que fizemos
com Vitor Wutski e Tulio Freitas, shows que junto ao prêmio municipal, celebram
o lançamento do Diário da Piscina(É selo de língua – editora É/2017) é muito
demais pra mim.
E não é só isso.
Hoje às 18 horas participarei do programa virtual de músicas
Intervenção Urbana, do Shiraga. Um programa cheio de perguntas também e que
estou louco pra ver, pra saber o que eu disse...rs.
E tem “Eu quero ser sua mãe” chamando para o novo trabalho
do Bruno.
Puta que pariu!


Vejam:

quarta-feira, maio 10, 2017

Daqui a pouco, terei o grande prazer de apresentar minhas composições no Bar Semente, um bar íntimo e com um som maravilhoso, onde tenho me apresentado desde que fizemos o Poema Maldito. Dessa vez, no embalo do recebimento da medalha José Cândido de Carvalho e do lançamento do livro Diário da Piscina(È selo de língua-editora É/2017) e no sotaque paulista dos instrumentos dos meninos Vitor Wutzki e Tulio Freitas:

segunda-feira, maio 08, 2017

Eu quero ser sua mãe - Bruno Cosentino na Câmara Municipal

No conjunto de apresentações que estão a acompanhar a
entrega da medalha José Cândido de Carvalho a minha obra literária e, ao mesmo
tempo, shows que acompanham o lançamento do Diário da Piscina(É selo de lingua
– editora É/2017) aqui no Rio de Janeiro, tocaremos:
Quarta-feira, dia 10 de maio, 21 h: Bar Semente
Quinta-feira, 11 de maio, 21 h: Estômago et le théâtre
Lupanar
Sexta-feira, 12, 21h: casa do Rafael
Sábado, dia 13, 22 h: Escritório, com Bruno Cosentino.
Pedro registrou Eu quero ser sua mãe, com o bruno na Câmara
Municipal.


Vejam:

domingo, maio 07, 2017

Poltrona - Tulio Freitas

É uma alegria pra mim ter os meninos músicos paulistas a me
acompanhar nessas apresentações das músicas surgidas por conta do lançamento do
livro Diário da Piscina(É selo de língua – editora É/2017).
Os dois shows que já fizemos foram bonitos demais e tou
sempre aprendendo a mostrar as músicas, a me deixar fluir no fluxo delas, a
saber que a emoção é minha, mas que ao mesmo tempo elas têm autonomia e força
pra me levar com elas e, aí, eu já nem mais tenho importância, se liga – nossa
próxima apresentação vai ser no Semente, dia 10, e estão todos convidados: https://www.facebook.com/events/1450591798325993/?acontext=%7B%22action_history%22%3A%22[%7B%5C%22surface%5C%22%3A%5C%22page%5C%22%2C%5C%22mechanism%5C%22%3A%5C%22page_upcoming_events_card%5C%22%2C%5C%22extra_data%5C%22%3A[]%7D]%22%2C%22has_source%22%3Atrue%7D

Hoje, quando o Tulio acordou, pegou o violão e tocou
Poltrona, uma das músicas do Antigo.
Pedro não pôde deixar de registrar no celular.


Vejam:

sábado, maio 06, 2017

Eu quero agradecer demais aos amigos que estiveram comigo, ontem, de corpo presente e aos que estiveram em pensamento, na homenagem que minha obra literária mereceu, com a entrega da medalha José Cândido de Carvalho. Especialmente ao vereador Leonardo Giordano que abriu essa clareira, onde Vitor Wutski e Tulio Freitas e eu apresentamos minhas composições.
Especialmente a Rafael Saar que registrou em vídeo.
E quando ele registrava minha chegada na Câmara e que eu estava com a Andrea, tinha uma senhorinha linda e confusa procurando pelo homenageado.
Eu avisei-lhe:
- O homenageado sou eu!
- Mas o meu filho me telefonou dizendo que ele é que seria homenageado. Por isso é que vim! – aí, foi que entendi que aquele pessoal bonito e embecado que tava chegando naquela sala no térreo era pra homenagem a seu filho.
Especialmente, quero agradecer à Janaína Bernardes que foi toda atenção à gente em nossa chegada e na preparação do Salão Nobre pra nossa solenidade, no segundo andar. Especialmente ao Pedro que é somente e tudo amor.
Especialmente a Kali C Conchinha e Bruno Cosentino que abrilhantaram nossa apresentação com “Você é muito lindo” e “Eu quero ser sua mãe”, respectivamente.
Especialmente a minha “Vizinha de Baixo”, Fátima Arantes, que pinta flores gigantes, mas que agora está em sua fase de abstratos.
Especialmente ao Edil, Andrea e Cilmara, esta muito especialmente com um beijo.
Especialmente ao Diêgo Deleon e Paulo Barbeto, da Cabeça de Porco, o diretor e Plinio.
Ao Simon e Luciano.
Ao pessoal do gabinete.
Ao Rodrigoxha Xha.
E hoje tem Quintal Aberto #7 Maria Bonita y Luís Capucho! Vamos todos...

quarta-feira, maio 03, 2017

Hoje os meninos Vitor Wutski e Tulio Freitas chegam do interior de São Paulo pra gente apresentar umas poucas músicas na homenagem que minha obra literária irá receber no Salão Nobre da Câmara Municipal de Niterói. Aproveitaremos o ensejo para lançar o Diário da Piscina aqui na cidade e porque eles virão, esticaremos as apresentações, e agendamos somente lugares bons.
A homenagem à minha literatura é uma iniciativa do vereador Leonardo Giordano, por conta de sua contribuição à identidade e direitos LGBTs. E eu fico honrado demais de meus escritos, embora apenas questões comigo mesmo, sejam representativos de um coletivo de pessoas à margem. Ao mesmo tempo, em que são questões de todo mundo, porque acaba que por dentro, onde nos movemos, todo mundo é igual...
E quero parabenizar ao vereador por, na contramão do momento, jogar o de fora pra dentro, como deve ser o movimento das coisas, como diz aquele música baiana de um tempo atrás: abre a rodinha que ta muito apertadinha he he he!... e não sei bem o que dizer... J...
Fora isso, #fora temer, #fora pezão!







quinta-feira, abril 27, 2017

Luís Capucho no Loki Bicho - Maluca

Estava muito apreensivo sobre como o Diário da Piscina iria
bater, soar, repercutir, para os amigos que já conhecem o meu trabalho de
literatura e também se ele iria fazer um papel bonito, onde quer que ele fosse
parar, como eu sinto que fizeram ou fazem o Cinema Orly, Rato e Mamãe me adora.
Mas, aí, depois de ler a resenha do Luiz Ribeiro, onde se
ressalta, de uma maneira elogiosa, a fresta por onde entra a minha literatura
e, depois de ler a resenha do Tive Martinez, em que é marcada a pureza, ao
mesmo tempo, ou por isso mesmo, diabólica, de meu olhar de narrador, estou me
aquietando, porque o livro vai ficando com mais força, com mais impulso.
E estou muito agradecido a Rocha Julia, que junto comigo e a
mais um bando de gente, empenhou-se na edição do livro pela “É selo de língua –
editora É” e que propiciou um lançamento mágico dele, junto com Haige Mercúrio
e Alan Athayde, no loki bicho, em SP.
E, aí, aconteceu um lance lindo: eu, Vitor Wutzki e Tulio
Freitas, terminamos o pocket show que fizemos na ocasião, tocando Maluca
embaixo do maior toró, sem que ninguém se desse conta de que era grande o
barulho da chuva fora da música.
E, naquele dia, quando eu falei pra Julia que eu queria que
o lançamento no Rio de Janeiro fosse legal assim, ela falou:
- Não. Vai ser tudo diferente, Luís!
E, vai!
Calhou de numa conversa com o vereador Leonardo Giordano,
combinarmos a entrega da medalha José Cândido de Carvalho junto com o
lançamento do Diário da Piscina no Salão Nobre da Câmara Municipal. E os
meninos vêm para Nikity, pra apreentarmos um pouco de música como buffet,
dentro da homenagem!
E como eles vêm, aproveitei a oportunidade pra agendar
várias coisas nessa primeira quinzena de maio:

Agenda com os meninos:

5 de maio sexta – medalha José Cândido de Carvalho, na
prefeitura de Niterói. 18 h

6 de maio sábado – show no Casa Aberta – 20 h

10 de maio quarta– Bar Semente 21 horas

11 de maio - quinta-feira –
Castelinho do Flamengo – 15 às 18 h. E 21 horas no Estômado et le
théâtre Lupanar

12 maio sexta-feira – casa do Rafael.

13 de maio sábado – com Bruno Cosentino, no Escritório 22
horas

Vejam a Maluca com os meninos, no toró:

segunda-feira, abril 24, 2017

Do corpo sagrado na resenha de Luiz Ribeiro(http://notaterapia.com.br/2017/04/18/diario-da-piscina-literatura-brasileira-de-luis-capucho/) à mirada diabólica do narrador, na resenha do Tive Martínez, o Diário da Piscina, eu sinto, vai ficando mais forte.
Aproveito pra chamar a todos pra o lançamento do livro aqui em Nikity, junto à homenagem que minha obra recebe da Câmara Municipal, a medalha José Cândido de Carvalho (https://www.facebook.com/events/1370708766324333/).
Vejam:
"Diário da piscina" de Luís Capucho (reseña/resenha)



Es evidente la preferencia de Luís Capucho —como narrador— por los espacios cerrados, tan perfectamente acotados que el lector puede dibujar en su mente un plano de cada uno de ellos. Así, la sala porno propicia al sexo anónimo de"Cinema Orly" (Interlúdio, 1999), la casa de huéspedes hostiles de "Rato"(Rocco, 2007), incluso el autobús en peregrinación al Santuario de Aparecida de"Mamãe me adora" (Edições da Madrugada, 2012).
En esta ocasión se trata de una piscina donde el protagonista realiza sus ejercicios de rehabilitación entre monitores de cuerpos atléticos y sus alumnos en diferentes estados de desahucio: el niño con senilidad precoz, la señora sin pierna, el viejo demente, el joven Down, el japonés con sobrepeso. El contraste de los cuerpos jóvenes magníficos y los otros cuerpos con taras —entre los que se cuenta el del narrador, inspirado en las secuelas motoras de la enfermedad del autor— recuerda mucho al que existía en el submundo del Orly, a su vez reminiscente de la caverna de Platón.
También en el aspecto espacial hay similitudes, con espacios paralelos como las gradas, los lavabos/vestuarios, la fuente. Pero hay una diferencia notable entre"Diário da piscina" y "Cinema Orly" que tiene que ver —como toda la obra de Capucho, donde se confunden la autobiografía y la ficción— con las distintas condiciones vitales en que han sido escritas las dos novelas.
"Cinema Orly", su extraordinario debut literario, fue...

quinta-feira, abril 20, 2017

No cortejo de coisas que vêm acontecendo e com muitos fios de meada possíveis de serem puxados para contar a estória, eu tou feliz demais, por ter me juntado à Casa Aberta, para com Vitor Wutzki e Tulio Freitas apresentar minhas velhas e novas músicas.
Vai ser um prazer imenso! <3 font="">

quarta-feira, abril 19, 2017

Então, a semana de 5 a 13 de maio será um intensivo pra gente. Os meninos (Vitor e Tulio) vêm de SP pra cerimônia de receber a medalha comigo e lançar o Diário da Piscina, na Câmara Municipal de Niterói. Serão meus convidados de honra, para tocar e cantar, além de Kali C e Bruno Cosentino, honra.
No dia seguinte, um sábado, tocaremos na Casa Aberta.
Domingo, talvez, Caxias.
E quarta-feira, no Bar Semente, onde eu tenho costumado tocar e onde a amplificação do som não é assustadora, porque é um lugar íntimo.
Na quinta, lançaremos o Diário da Piscina no Castelinho do Flamengo.
Na sexta-feira, vamos apresentar as músicas na casa do Rafael.
E no Sábado, tocamos no Escritório, dividindo com o Bruno Cosentino.
A maioria dessas apresentações será sem amplificação de som, em lugares bem pequenos e estou feliz, tudo será de meu tamanho, de meu público.

Na verdade, tudo será para todos os gostos. Por exemplo, o lançamento do Diário no Rio, será um vesperal. E porque a prefeitura precisa aprovar o flyer, já fizemos:

terça-feira, abril 18, 2017



Diário da Piscina: A literatura brasileira de Luís Capucho
April 18, 2017Luiz Antonio Ribeiro

Autor: Luís Capucho
Editora: É Selo de Língua
Páginas: 176

O corpo é sagrado. O corpo é segredo. A literatura de Luís Capucho sempre me coloca diante deste impasse: o que há no corpo que faz dele corpo? E isto, em sua obra, sempre se amplia recaindo diretamente na palavra. O que há nesta sincronia entre palavra e corpo que aponta para algo que é da ordem do mistério e, ao mesmo tempo, parece dizer sobre as coisas mais simples da vida, daquilo que é da vida pequena, reles, do cotidiano? A leitura de Diário da Piscina me colocou diante deste espanto, principalmente após ter lido todas as obras de Luís Capucho.

Diário da Piscina é o relato de um homem que, após sofrer alguma limitação física, se inscreve em uma academia de natação e começa todos os dias a praticar a atividade ao lado de uma série de pessoas. O livro, escrito em formato de ...


http://notaterapia.com.br/2017/04/18/diario-da-piscina-literatura-brasileira-de-luis-capucho/

sábado, abril 15, 2017

Eu tenho me sentido meio pistoleiro com os meus trabalhos artísticos, sabe.
Também tenho ficado embatuscado – não sei se essa palavra existe, mas ela fazia parte do vocabulário de mamãe e é muito fácil saber o que ela é – com relação a ele.
De qualquer forma, tudo continua fluindo.
As minhas As Vizinhas de Trás me fazem lembrar de quando eu estudava no segundo grau e tinha aquela matéria dos movimentos artísticos que não se ligavam em originalidade, mas em cumprir as exigências de um modelo, como fazer um Soneto, em que você tem aquela forma pré-estabelecida e vai e preenche ela com uma ideia, com a ajuda das palavras.
Então, assim são as Vizinhas e tou terminando de fazer essa, que se chamará “As Vizinhas de Trás - a guitarra de Jôsy”.
Esse nome é porque, quando estivemos no estúdio do Pedro Carneiro para gravar a Jôsy( luís capucho/Douglas Oliveira) os meninos do Exército de Bebês, sob a batuta do Bruno Cosentino, foram preenchendo as partes da música de palmo a palmo e, aí, por último, o Guilherme Lírio veio e costurou sua guitarra entre as partes preenchidas, como faz o colar verde dessas vizinhas, vejam:

quinta-feira, abril 13, 2017

O Teatro Popular de Rio das Ostras vai receber a ocupação do Prática de Montação no feriadão de Tiradentes e irá mostrar seus trabalhos nos três dias. No domingo, a Cabeça de Porco, a partir de minha obra lítero-musical.

O Diêgo Deleon mandou:

“De 21 a 23 de abril em Rio das Ostras.

Amigos, estamos enfrentando grandes desafios para fazer essa temporada. Indo porque acreditamos muito nesse encontro e saber que esse debate precisa se estendido para outros campos em tempos tão sórdidos como os que vivemos.

Para diminuir os riscos de um prejuízo financeiro, o que seria grave pra nós, precisamos encher as sessões dos espetáculos.

Por isso, quem puder divulgar, recomendar, marcar os amigos, comprar ingressos pra família, vai ganhar um lugar muito especial no nosso coração.

Talvez esse seja uns dos momentos mais estranhos pra cultura em muito tempo. No Rio, muitos artistas estão desempregados por conta de um calote milionário da prefeitura. A Martins Pena, a escola de teatro mais antiga ameaça fechar suas portas. É difícil permanecer em grupo no meio do salve-se quem puder. Também é difícil trabalhar no sensível, quando a realidade grita por sobrevivência. Sei lá. A gente vai resistindo enquanto somos.

A gente ainda precisa de ajuda com transporte. Se alguém souber onde conseguir, nos avise? Ou doações para o aluguel de um microonibus.

No mais, espero vê-los no teatro. Temos algo muito especial pra contar.” <3 br="">
https://www.facebook.com/events/1913292212244706/


terça-feira, abril 11, 2017

Homens Machucados - Luís Capucho, Bruno Cosentino e Pedro Carneiro [Show...

Eu tenho lembranças de quando eu era criança ficar admirado
demais com corpos de homens machucados. Os curativos na carne musculosa e
cabeluda eram demais pra mim. Os caras ficavam lindos demais com eles!
Também, pré-adolescente, tive um desses sonhos que não se
esquece nunca. Tinha um homem machucado amarrado no cenro de um curral. E eu o
via de dentro de um museu. O curral em que ele estava era como uma tela viva. E
fiquei ali olhando, apaixonado.


Então, agora, surgiu a Homens Machucados: