segunda-feira, setembro 25, 2017

Fico tentando achar estabilidade nas coisas, ao menos, no meu corpo físico. Tento achar uma posição pra mim, aqui, frente ao computer. Me coloco no jeito, mas o meu corpo pulsando vai pra sempre procurando o lugar mais certo, assim, um lance aflito e tudo. E acabo achando que é assim mesmo. Não posso parar meu coração.
Ontem, assistimos pela segunda vez a um filme muito bonito, chamado O Leitor. E isso que eu disse aí, no parágrafo de cima e que eu sinto agora pela manhã, pode ser ainda revérberos do filme, porque não consegui achar posição pra mim, nem no menino, nem na moça.

Pedro disse que entendia o menino e que entendia a moça. Mas eu não tinha colocação pra mim. Que coisa!

domingo, setembro 24, 2017

Eu ficaria bêbado e emaconhado por todo esse dia de hoje mais frio de domingo. Eu tenho essa vontade em muitos outros dias da semana também. Porque ficar bêbado e emaconhado é pra mim, como a beleza do entardecer nas nuvens de ontem, no céu da Baía da Guanabara, que estava como dentro de uma igreja em Ouro Preto, sem sombrios.
Falando assim, parece que tenho estado constantemente bêbado e emaconhado, mas não é isso, porque não tenho estado assim, embora eu ficasse, não fossem meu fígado e rins, lesados de coquetel, que tendem à bad trip durante ou depois, com sombrios.
Já faz um tempo, me disseram que me queriam assim. Fiquei tocado com a ideia, porque me queriam assim, luminoso sombrio, porque é, talvez, como todos queiram ficar, porque todo mundo seria assim, mas meu estômago também já é baleado, meu pâncreas, minha córnea, minha medula, coluna, meu quadril, baleados, não me deixariam assim o tempo inteiro, como querem que eu esteja e como quero ficar, com sombrios e sem sombrios, no domingo de hoje, frio.

Maravilha!

sexta-feira, setembro 22, 2017

Por minha natureza, eu já estaria morto faz tempo. Entre outras coisas, minha hipertensão, de que trato diariamente por anos, já era motivo pra eu ter tido um troço e, como mamãe diria, eu já teria ido para o inferno.
Estive no médico por duas vezes nesta semana e meus exames deram ruim. Mas um e outro médico mantiveram o tratamento, não modificou em nada. E, aí, a gente vai ver como vai desenrolar.
Perguntei se os resultados tinham a ver com a minha idade. Mas ele disse que eram os anti-retrovirais. Se os exames continuarem ruins, devemos trocar de remédios.
Eu já disse que está bom, que já deu, não me importo se for pra o inferno a essa altura. Eu tou legal! É que já ta demais, ta muito pra mim. Passei da conta...
E nem estou deprimido, não. É verdade!


quinta-feira, setembro 21, 2017

Foi lindo demais, quando lançamos o Diário da Piscina (É selo de lingua/2017) em SP e foi lindo demais o lançamento aqui no Rio. Também muito lindo em BH e Vitória. E sinto que a gente vai ganhando força e que a gente é parte de um movimento que vem de muito antes, de quando nem havia músicas assim, como as que tenho feito, nem havia livros como os meus, mas tinha sementes no meio do que havia e eu tou passando o bastão pra frente.
Então, meio que sinto que não sou eu, que é um bolo de gente também que vai deixando de ser clandestina, que vai saindo da madrugada e vai ocupando as praças ensolaradas das tardes de domingo, no caos.
Tudo vai acontecendo junto. Tudo se juntando.
Agora, a gente vai começar tudo outra vez, como que do zero.
Preciso me organizar aqui.
Ta tudo muito louco!

quarta-feira, setembro 20, 2017

A vida é livre - luis capucho

Ontem, fiquei ouvindo A Vida é
Livre que Pedro filmou de celular no 171 – BH – e tava vendo como que ela tem a
mesma direção no pensamento, como Aitudes Burras. As duas letras levam para a
explosão: uma, as ondas explodindo na areia da praia. A outra, um vulcão
explodindo, um furacão, um homem-bomba.
Também, fico na nóia de que não
seja autismo demais ficar me ouvindo assim. Mas, por outro lado, é bom tentar
saber o que fiz, pra quando for refazer, fazer com mais certeza e segurança,
além de poder contribuir pra completar sentidos que ficaram mais vagos.
Embora eu sinta que as músicas já
nasçam completas e que também sinta que não há mais nada a fazer... nem mesmo
outras músicas... he he he... 



terça-feira, setembro 19, 2017

Fui o primeiro entrevistado desse projeto, no ESCUTA do Poema Maldito (https://www.youtube.com/watch?v=_mf1plY6_zg) em outubro de 2016. É um artista da cena contemporânea da música brasileira por mês. Portanto, BrnoBruno Cosentino será o 11º, com o seu disco acabado de lançar e esse é o meu número. Eu continuo por perto, porque me tornei um dos que transcrevem as entrevistas, com a idéia futura de uma publicação impressa.
As perguntas do Rafael Julião são pensadas pra gente ver as músicas por dentro e por fora. Ele diz que não entende nada de música e ta certo, porque ninguém entende mesmo. É pra escutar... 
o E S CU T A / é um projeto do Núcleo Canção, vinculado ao Laboratório da Palavra, PACC, do curso de Letras da UFRJ. A proposta é uma vez por mês receber um convidado diferente para escutar um disco de sua carreira e conversar um pouco sobre música. As entrevistas são gravadas e serão posteriormente publicadas em livro. O convidado do mês de setembro é o compositor e cantor Bruno Cosentino e ouviremos seu terceiro disco, "Corpos são feitos pra encaixar e depois morrer".

Roteiro e entrevista: Rafael Julião
Transcrição: Luís Capucho, Camilo Frade e João Pedro Bragança
Arte gráfica: Renata Vianna


segunda-feira, setembro 18, 2017

Foi logo que começamos com as apresentações das músicas do Poema Maldito, que Rafael Saar fez um risco no meu olho. E que eu quis manter o risco em todas as apresentações dali pra frente. Que é um risco que corre em quem está comigo, às vezes.
E, no NECA, em BH, não tinha espelho. Eu faço o risco sem espelho, mas pedi ao João que fizesse ele em mim. Então, João disse:
- Sei quem pode fazer... – e, aí, veio com a Simplesmente Marta, que fez um risco de verdade, não um esboço de risco, como o que tenho o costume de fazer.
Estou falando isso, porque além dessa alegria, Simplesmente Marta levou pro palco a leitura de um trecho do Cinema Orly.
Vejam o livrinho livre em sua mão:

Nós estávamos tocando A Expressão da Boca, no 171, em BH, eu e Vitor Wutzki.
Na minha camisa de fazer shows, a cada dia mais ocupada, aparece primeiro a medalha José Cândido de Carvalho, que minha obra literária ganhou da Câmara Municipal de Niterói. Não fica visível, não sei porque, as asinhas de plástico, que ganhamos do Estômago, quando tocamos lá.
Cada vez mais, os shows vão se reconfigurando e eu também, ao me ver nas fotos e nos videozinhos que o Pedro faz, me reconfiguro comigo mesmo.
Foi fundamental pra mim ouvir um verso de letra de música do Gustavo Galo “ Se você quer seresta, deixe a janela aberta”.
A foto é do Pedro:

domingo, setembro 17, 2017

A vida é livre - luis capucho

“A vida é livre” está no disco
Lua Singela(Astronauta Discos/2003), produzido pelo Paulo Baiano. Mas ela foi
composta à época dos registros de rotina do Diário da Piscina (È selo de
lingua/2017), entre 2000 e 2001. Por isso, tenho incluído ela no roteiro das
apresentações de músicas para o lançamento do livro.
Ela tenta dar conta do percurso
que fazia para ir nadar, quando fazia um grande trecho da orla da Baia da
Guanabara – Icaraí e Praia das Flexas – para chegar até à piscina. E também de
uma lembrança que sempre me vinha, quando passava ali, de um show de Tadeu
Mathias, um compositor/cantor nordestino que esteve em Niterói no final dos
anos 70, e que me deixou na lembrança um trechinho de letra de música que era
isso: Voa livre ave.
“A vida é livre” saiu daí, do
“Voa livre ave”.


Vejam:

Lançamento Diário da Piscina - Belo Horizonte

Quando ouvi pela primeira vez o Bruno Cosentino cantar
Homens Flores no Cine Joia, logo que o Exército de Bebês começou os primeiros
acordes da música, um barulho de obra, no prédio do cinema, entrou na música e
foi como se ela fosse mais pra baixo, como se a música tivesse mesmo de ser
começada mais embaixo no buraco do chão e ganhasse mais envergadura pro tanto
ainda que ela haveria de se abrir, de subir, de se enovelar pro alto,  desde o barulho da obra recontruindo o prédio
do cinema.
As minhas gravações domésticas, muito antigas, ainda em fita
cassete, também têm esses barulhos surpreendendo as músicas e ficaram nas
gravações com seus sentidos completando elas: choro de bebês, latidos de
cachorros, gritos ao longe, apitos, tudo que vinha da rua e entrava na casa, se
relocando no sentido delas.
Desde que começamos com essas apresentações dos lançamentos
do livro Diário da Piscina, esses barulhos têm vindo surpreender a gente com
seus sentidos sonoros, acidentes de percurso, completando elas, que ficam mais
perfeitas.
Aconteceu no loki bicho, SP e aconteceu no 171, BH.
O joão tinha me dito que no 171 passou trem, cachorro latiu,
se eu tinha ouvido. Não, não ouvi. Mas agora olhando a gravação que Pedro fez
no celular, eu compreendo porque é que eu não tava entendendo a hora de entrar
na “Antigamente”. Na hora, eu achei que era a guitarra que o Vitor tava fazendo
é que estava derrubando a entrada. Mas não era. Era um cachorro que latia na
rua, que roubou minha entrada, que refez ela, colocou noutro lugar.


Vejam:

sábado, setembro 16, 2017

Pessoa são Seres do Mal - Luís Capucho

O Vitor me apresentou a um artista incrível, o Genesis P-Orridge,
de quem eu gostei demais, muito. E eu gostei demais desse vídeo que surgiu na
casa do João, em BH, porque eu vi identidade com o Genesis e deve ser por isso
que gostei tanto.
Para nos receber, o João colocou su’As Vizinhas de Trás” na
parede da sala, o João saiu de casa, o João nos entregou a chave, o João nos
deixou em meio aos livros e de repente, sem nunhum aviso, começamos.
Foi Pedro.


Vejam:

sexta-feira, setembro 15, 2017

O Tulio já havia me chamado a atenção para o estilo muito diferente da “Antigamente”, em relação as outras músicas que já fiz. A “Antigamente” é uma música mais antiga, mas que não tem registro, ainda, em disco. O Gustavo Galo começou a produzi-la para colocar no disco Crocodilo, que estamos fazendo em bando.
Nesses shows que têm acompanhado os lançamentos do Diário da Piscina, a “Antigamente” está logo no início. E como o Vitor toca muito melhor que eu, com mais volume, mais desenho, mais estilo, aproveitei pra cantar ela sem tocar. E ter as mãos livres. Que é uma coisa que sempre quis fazer. Porque é um desafio pra mim, saber onde colocar elas, sem fazer os acordes do braço do violão.
Em Vitória, o Vitor observou isso que o Tulio já tinha dito, que a “Antigamente” é diferente das outras músicas minhas. Eu perguntei o que era diferente, mas não conseguimos concluir nada. Minha tendência é achar que minhas composições com letra e música minhas, são ruins. Então, perguntei se era uma música menor que as outras. Vitor disse que não era isso. Mas não soubemos o que era.
Agora, estou feliz com os caminhos que andamos fazendo com livro e shows.

Um Diário da Piscina para São Luís, no Maranhão:

quinta-feira, setembro 14, 2017

Diário da Piscina em Vitória - ES.

Minha impressão mais comum, quando venho aqui escrever, é a
de que sou eu quem vou na frente conduzindo as idéias que vou abrindo aqui no
Blog, mas agora sou eu é quem vou atrás de tentar dizer a maravilha que foi pra
gente os lançamentos do Diário da Piscina ( È selo de língua/2017), nas cidades
de BH e Vitória.
E a maravilha veio toda da gente se juntar.
No azul do Totem e do Diário da Piscina, além de mim, Pedro
e Vitor, vibrou a luz de muita gente. E eu fico agradecido demais dos lindos
João e Lincon, do Nivaldo e Christiane, Gabriel e Cleo, Marcelino, Miguel,
Helizete, Fabrício, David, Ruth, Karla, Marcia, Nubia, Romario, e tantas outras
pessoas que vi vibrando no azul e de quem não soube o nome e tudo.
Pedro fez esse registro no aquário que é a biblioteca do
Sesc Gloria, em Vitorinha.


Vejam:

terça-feira, setembro 12, 2017

Lançamento Diário da Piscina - Belo Horizonte

Nossa viagem de lançamento do Diário da Piscina (È selo de lingua - editora É/2017) ta sendo muito marcada - foi assim que o celular de Pedro mandou seu recado para sua tia Zô. E já estamos em sua parte de Vitorinha, como chamam aqui.
Em, BH, o celular de Pedro teve razão, foi uma viagem marcada, tudo o que aconteceu. E tudo foi tanto, que não tenho nem como contar, agora, aqui no meio de Vitória, onde tudo ainda está se marcando e que estamos dentro de seu pulso, ainda bruto e tal. Depois, como eu curto ir fazendo, vou esmiuçando tudo, aqui, no blog azul.
Mas Pedro pegou o início de nossa apresentação no NECA.
Tudo muito incrível.
Vejam:

sábado, setembro 09, 2017



FICÇÃO
Narrativas ancoradas em relatos autobiográficos
Luís Capucho, escritor e compositor, lança o livro “Diário da Piscina” e faz pocket show em BH

Luís Capucho revisitou diário para escrever o seu novo romance
PUBLICADO EM 09/09/17 - 03h00

sexta-feira, setembro 08, 2017

Luís Capucho promete tarde de música e literatura no Espaço 171
Artista faz pocket show neste sábado, em BH, para lançar o livro 'Diário da piscina' e apresentar suas canções
por Ângela Faria 08/09/2017 09:39

Artista vai intercalar canções com leituras de seu novo livro. (foto: Ana Rovati/Divulgação )
Luís Capucho convida para um mergulho metafísico durante o pocket show que ele fará nente sábado, 09, em BH. O artista chega de Niterói (RJ) para lançar o livro Diário da piscina e apresentar suas canções ao lado do guitarrista Vitor Wutzki. Capucho compôs Maluca (gravada por Cassia Eller), Máquina de escrever (parceria com Mathilda Kovac, faixa de discos de Pedro Luís e A Parede e de Patricia Ahmaral) e Eu quero ser sua mãe, gravada por Eduardo Cosentino, destaque da cena underground carioca. Músicas dele estão em álbuns solos de Wado e de Gustavo Galo (da Trupe Chá de Boldo).
O estilo de Capucho, de 55 anos, costuma ser associado ao de Jards Macalé, Jorge Mautner e Itamar Assumpção, a famosa trinca dos ''malditos'' da MPB. Recentemente, Ney Matogrosso declarou a intenção de gravar um disco com canções de todos eles. Conhecido no underground carioca, o compositor e escritor capixaba mora em Niterói. Recentemente, recebeu dos vereadores daquela cidade a Medalha José Cândido de Carvalho devido à contribuição de sua obra à causa LGBT.
Capucho prefere não se prender a rótulos – sejam eles c....

terça-feira, setembro 05, 2017

Tenho ensaiado aqui comigo as músicas que iremos apresentar nos lançamentos do Diário da Piscina(É selo de língua – editora É/2017), em BH e Vitória. Três dias antes me juntarei à guitarra do Vitor Wutzki para aprumar melhor as músicas.
Hoje devo costurar um peixe ou dois, que Ruth recortou para que eu pregasse em minha camisa de fazer shows. Ela recortou, mais ou menos, 10 peixes pra mim, que vou colocando aos poucos próximos a sua gola. Isso será bom para reforçar a camisa, para que ela com o tempo, não fique esfarrapada demais.
Também é um link com o título da ficção que Rafael achou pro filme que estamos fazendo.
Na vida, tudo é muito movediço, tudo fica se desfazendo, meio um horror. Minhas músicas, meus livros e minha camisa de fazer show, são lugares mais seguros pra mim... he he he!
Vejam:



sábado, setembro 02, 2017

LITERATURA

Luís Capucho lança seu diário

Luís Capucho lança “Diário da Piscina” em BH

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O autor: além do novo livro, ele prepara o 5º disco

PUBLICADO EM 02/09/17 - 03h00
PATRÍCIA CASSESE

Instado a falar sobre “Diário da Piscina” (Ed. É Selo de Língua), seu mais recente livro – que será lançado este mês em BH –, Luís Capucho opta por, inicialmente, recorrer ao título que marcou sua estreia na escrita, em 1999: o elogiado “Cinema Orly”.
“Naquela época, como achava que ia morrer, dei um grande mergulho (na escrita). Tão profundo que, na verdade, quase esqueci de mim mesmo. Já em ‘Diário da Piscina’, que surge dos registros que fiz logo após ‘Orly’, e como parte dos esforços que fazia para me recuperar, o ‘drama’, no caso, é mais do leitor. Nele, enquanto vou contando as histórias, entendo que a viagem é mais de quem está lendo”, explica. (....)
Continuar lendo:
http://www.otempo.com.br/pampulha/lu%C3%ADs-capucho-lan%C3%A7a-seu-di%C3%A1rio-1.1515589

Mariana Thomé - Maluca

Vejam que lindo:




sexta-feira, setembro 01, 2017

Um Diário da Piscina e um Mamãe me adora para Pittsburgh, USA.

Cópia de ave nada(Diário da Piscina) maio2017, no semente

Para o lançamento do Diário da Piscina em São Paulo, tinha
pedido ao Vitor Wutzki que tirasse do livro o que ele pudesse musicar pra gente
no violão e, aí, ele fez a Ave Nada. Depois, em maio, quando fomos homenageados
com medalha José Cândido de Carvalho, fizemos, aqui no Rio de Janeiro, uma
semana de apresentações como fizemos em SP. Estamos animados para BH e Vitória!
É demais pra mim.


AVE NADA 
(vitor wutzki/luís capucho) 

Com três anos de idade Eu desapareci 
No terreno vizinho 
No final da curva, o Sol Passageiro ou motorista 
Voo dentro do seu voo Voo fora da asa 14 de Agosto eu não olho pra dentro de ninguém 
A gravidade é muito longe O dia me afoga 
Uma piscina não Faz isso 
Peixe voa Ave nada O céu reflete na água 
Talvez agora alguém na rodoviária Espere Werther, Monga Espere Don Juan 
Espere alguém perdido e com as mesmas intenções que eu


Pedro tirou em seu celular, a Ave Nada que fizemos no
Semente, vejam:

quinta-feira, agosto 31, 2017

Eu tava pensando ali na cozinha, enquanto lavava a louça pra aprontar um macarrão que já comi e era mais uma sensação que tenho tido por agora, do que propriamente um pensamento, porque hoje tive de ir na rua, no médico, em lojas, no correio, e foi aquele dia em que ninguém te trata direito e, aí, fiquei desconfiado de o que é que eu estou fazendo errado, onde é que tou errando a mão e tal.
Eu sei que as pessoas se servem da educação pra melhorar o modo como elas se esbarram e que eu muito imbuído de mim mesmo, chego nos vendedores das lojas, nos atendentes dos serviços públicos, nos cobradores de ônibus, meio que sabendo que posso estar imbuído de mim, porque eles estarão imbuídos de vender uma coisa, de atender a uma pessoa - eu – de dar uma informação, de te dar o troco do dinheiro a mais que você deu... tudo.
Aí, muito imbuído de mim mesmo, enquanto o cara tirava seis tubinhos de ensaio cheios de sangue de minha veia no braço, fiquei olhando pro sangue e veio a pergunta, sem educação nenhuma, a pergunta brotou, assim como o sangue brotando ali de minha veia, para a agulha, para o tubinho de ensaio:
- Se vão fazer uma análise microscópica do sangue, porque é que vocês colhem tanto sangue assim?
- Não sei. Pergunte ao seu médico. Eu estou tirando exatamente a quantidade de sangue que ele indicou, nem mais nem menos - e, aí, eu tava ali na cozinha lavando louça com esse sentimento, que tenho tido nos últimos tempos de que eu preciso estar sempre muito forte, com coragem e saúde. Assim mesmo como tenho sido. Que é pra não ter mandado mesmo esse cara ir tomar no olho do cu. Igualmente, à moça que me atendeu na Setrerj, depois que saí da coleta.


Um Mamãe me Adora para Nova Iguaçu:

quarta-feira, agosto 30, 2017

O sol começou a não mais ser um sol de inverno e tenho vontade de abrir as janelas do apezinho. Além disso, muitas outras coisas ficaram diferentes, eu sinto tudo.

Fora isso, muito feliz com o lançamento do Diário da Piscina em BH.

segunda-feira, agosto 28, 2017

A cada dia mais coisas vão se firmando para o lançamento do Diário da Piscina em BH e Vitória. Apresentaremos um pouco de músicas nas duas oportunidades. Vitor Wutski na guitarra com meu violão. Em BH será 9 de setembro, no 171. E em Vitória, no Sesc Gloria, dia 12.

domingo, agosto 27, 2017

As preferidas do Tulio

O Tulio me fez uma surpresa. Me mandou o que filmou em seu
celular dele cantando minhas músicas, em público. E não são as músicas mais de
agora, as que ele prefere. Ele prefere as do Antigo, que são músicas, mais ou
menos, com a mesma idade que ele tem, não sei, não sou muito bom pra ver as
idades, mas acho que acertei.
E me lembro de já fazer muitos anos, de alguém ter reparado
que as músicas têm o seu tempo de atuação. Que é o tempo em que elas têm o seu
esplendor. Depois que saem desse seu tempo, perdem o frescor e aparecem outras
cheias de viço no lugar. Por causa disso, há os que preferem, antes de
apresentar suas músicas, não ensaiar demais, que é pra música não perder o
vigor e tudo. Eu não sou assim. Eu gosto de ensaiar demais. Porque quanto mais
eu ensaio, mais eu chego no cerne, na carne da música, mais eu fico no seu centro.
E a minha ideia é de que quanto mais madura é a música, mais ela resiste a
muitas, muitas cantadas. Melhor ela fica de ser comida.
Então, é muito emocionante pra mim que o Tulio esteja
cantando essas músicas de mais de vinte anos atrás e de ver que elas vão
amadurecendo no show dele, que vão chegando no seu cerne, na sua carne, no seu
centro, nas sua repetições...


Vejam:

quinta-feira, agosto 24, 2017

Eu não saberia falar das panelas que tenho no armário de cozinha, assim, como elas chegaram a se constituir ali, como elas se emaranharam nos seus gavetões. Mesmo que as minhas panelas sejam para que o animal que sou, possa funcionar, não passo o meu dia sabendo sobre elas, olhando para elas. Fico esquecido de suas existências como quem é esquecido do próprio dedão do pé. Então, eu não saberia falar objetivamente delas, de nada e de ninguém. Não sei falar nesse tom, ta ligado.
Eu sei que muitas vezes, em diferentes ocasiões, fiquei parado nelas. E uma dessas vezes eu já contei aqui. Foi quando mamãe a meu pedido, alugou um quarto pra gente viver. E no que eu comecei a sonhar, foi em ter panelas.
Hoje esse assunto é um assunto político e eu vejo as pessoas se perguntando onde estão os que bateram panelas nas janelas dos prédios. E aqui na minha comunidade-condomínio não rolou panelaço, porque embora eu more no terceiro e último andar de um prediozinho, aqui na rua e em meu vale não há conglomerado de edifícios.
Também me lembro que na minha convivência infantil com os meus amados primos, tinha uma coisa que sempre se repetia. De vez em quando me diziam de um jeito reprovativo:
- Você ta me tirando por você! – e, aí, eu tinha que pensar um pouco mais, porque eu tinha essa mania de tirar todos eles por mim. Porque eu sou o meu fundamento e é a partir desse meu fundamento é que eu entendia meus primos. É a partir dele que eu, como disse, às vezes, paro nas panelas.

É isso aí.

terça-feira, agosto 22, 2017

A gente vai lançar o Diário da Piscina em Vitória, dia 12 de setembro. E, antes vamos lançar em BH, dia 8 de setembro. Tudo é uma viagem do Pedro de refazer aquele caminho de trem que fizemos pelo vale do rio Doce, entre as duas cidades. E eu acabo metendo minhas coisas nas viagens dele. Ele topa com satisfação. Os dois lançamentos serão acompanhados de apresentação de minhas músicas.
Vitor Wutski vai me ajudar no violão.
Pra Vitória, convidei o Rumenick Ococha, da Machimbo, para dar uma força. Ele vai cantar uma de minhas músicas. É uma estória bonita essa.
E na viagem, tocaremos minha nova parceria com Kali C, a Masculinidade, que é uma música que tem a ver com o Tótem Poema Maldito e com a ideia do último show que fizemos com o Bruno Cosentino. E tem a ver também com o Diário da Piscina, porque, se não me engano, dei a letra da Masculinidade pra Kali, na época do Diário. Mas só agora temos a música.
É um processo...
Em BH, temos a ajuda do maravilhoso João Santos! Em Vitória, outra maravilha: Fabrício Fernandes.

Não sei se sou eu é quem, com o dia frio, me lembro dos outros dias frios e tudo que esteja fora do dia, do frio do dia, se junta nele, e, aí não tem mais nada, nem outro tempo, nem outro lugar, nem outra coisa. Tudo é o mesmo foco, o mesmo fluxo, a mesma linha onde tudo se pendura, a mesma trouxa, o mesmo nó.

Eu comecei com isso, hoje, ouvindo esse programa incrível do Shiraga, que me deixou nesse link aqui: 

segunda-feira, agosto 21, 2017

ENTREVISTAS, MÚSICA
‘O público não é mais pego de surpresa pela MPBicha’. – Luís Capucho
Ali Prando
Luis Capucho se considera low profile, faz música para ficar quieto e ouve música para ficar quieto, “fora de nosso tempo”. Talvez possamos associar essa quietude a seu ritmo mais arrastado, voz rouca, espaçada, mas jamais a seus versos crus, repletos de malicia, sensibilidade dissonante e linguagem visceral.


São três discos, um show gravado e quatro livros lançados em sua carreira, conquistou o prêmio Arco-íris dos Direitos Humanos 2005 pelo romance ‘Cinema Orly’, seu primeiro romance. Foi gravado por artistas expoentes na MPB 2000, como Wado, Cássia Eller e Clara Sandroni.
Seu mais recente trabalho é ‘O Diário da Piscina’, que relata suas aulas de natação para recuperação de suas sequelas motoras, registradas entre julho de 2000 até abril de 2001.
Meu primeiro contato foi com a gravação do show antigo, o mais delicado de Capucho, daqueles que confortam e nos distanciam do momento por possuir beleza singular, mas que nos regurgitam para o presente através de sua franqueza que harmoniza a mesma beleza com o sujo e o banal. Seus discos se mostraram “mais sujos” com o decorrer do tempo, mas nada e em nenhum deles será reprimida sua singela graça.
Nessa entrevista, podemos descobrir um pouco mais sua transformação enquanto artista, reconhecimento, política e seu título de poeta maldito:

https://discopunisher.wordpress.com/2017/08/20/o-publico-nao-e-mais-pego-de-surpresa-pela-mpbicha-luis-capucho/

domingo, agosto 20, 2017

"Para pegar" - Luís Capucho - cantam Gustavo Galo e Júlia Rocha - RadioF...

Eu me lembro muito bem. Tinha acabado de tocar com o Bruno Cosentino “A Expressão da Boca”, aí, veio o Gustavo Galo perguntando por meu disco Poema Maldito e quando é que eu iria tocar em SP. Isso foi quando o vi pela primeira vez. Logo ajeitamos de eu vir tocar num show com ele no Bar do Mancha e, aí, tudo foi se costurando para que viéssemos a lançar o Diário da Piscina com a “É selo de língua – editora É” através da Julia Rocha e voltei a fazer shows no loki bicho...
Desde aquele dia tudo se modificou muito, mas eu sinto que tudo muito se liga àquele dia, desde o antes ao depois. Porque a “Para Pegar” está no meu primeiro disco, o Antigo. E depois está no Cinema Íris. E depois no Sol, do Gustavo.
E vê-los cantando juntos, nesse tempo meio em suspenso de carnaval, meio pra engatar no rock and roll, ficou bonito demais no dia frio:

sexta-feira, agosto 18, 2017

Nesse inverno, pouco tenho aberto as janelas do apezinho. Mas sei do que ta rolando lá fora, porque os sons entram aqui. E, aqui dentro, eu estava com a ideía de fazer doze As Vizinhas de Trás com o tema das santas. E fiz As Vizinhas de Trás – Nossa Senhora das Graças. Foi a primeira. E eu me lembro de ter escrito no Blog Azul sobre ter empacado na hora de fazer sua auréola. Fiquei uns seis meses para conseguir visualizar a auréola e só, então, conseguir terminar a santa.
E, desde que assisti pela primeira vez a peça Cabeça de Porco tenho querido pintar a minha segunda santa. Os meninos da Prática de Montação criaram a Santa Moema, que é uma santa que diz amei, no lugar de amém e nela também fiquei empacado. Eu tou pintando no modelo das Vizinhas, tou fazendo três Santas Moemas, uma ao lado da outra, na mesma tela. Fiz a primeira delas e a segunda, mas empaquei na terceira.
Para um cara quieto como eu, que é capaz de ficar em seu apezinho sem abrir as janelas por todo um inverno, empacar numa coisa faz sentir que o mundo parou, que todas as outras coisas deixaram de andar. E não é. Eu não abro as janelas, mas sei que lá fora a vida ta fluindo e tudo. Tem uns barulhos que entram aqui – e eu já falei sobre isso também – que parece imaginação, mas depois, quando vou ver, são reais os barulhos.
Fora isso, a Santa Moema vai estar em cartaz pela última vez, olhem:
https://www.facebook.com/events/1134586569974993

quarta-feira, agosto 16, 2017

Eu sempre acho que há uma coisa mais acertada, mais real, verdadeira e tal, mas a gente vai sendo jogado daqui pra lá, de lá pra cá, e não tem muita noção do que acontece e como curto vir aqui escrever, para isso, pra pensar, pra tentar saber, a gente tem de parar um pouco, se perder um pouco da situação e tudo.
Hoje, enquanto preparava o meu desjejum me veio à cabeça a ideia de que, se não tenho nada, se sou um pobre coitado, abobalhado e fraco, é porque meus antepassados não construíram nada que me deixassem, pra que eu pudesse ter já de partida um trampolim bem alto. Logo depois, pensei que não era isso, porque esse pensamento é apenas um dos que separei de outros, aos montes, que eu poderia ter pensado como verdadeiros. Porque se eu modifico o meu ponto de vista, não serei mais um pobre coitado, abobalhado e fraco, e meus antepassados terão me deixado uma riqueza tão grande, mas tão grande, que eu nem consigo supor, porque não vejo, dentro da escuridão de meu corpo quente.
Aí, eu mesmo penso comigo: mas se eu não vejo, não há... e sempre acho que esses meus textos diários do Blog Azul são, a cada dia, o começo de uma nova ou mesma estória que interrompo.

segunda-feira, agosto 14, 2017

Tem umas coisas que surgem, nas épocas em que estou para colocar mais uma “escama” na minha camisa de fazer show. Para a última das apresentações apareceu - depois de havermos feito os shows de lançamento do Diário da Piscina, aqui no Rio de Janeiro, e que iríamos apresentar o show Poema Maldito, no Festival Sesc de Inverno – apareceu no chão da sala, um pedacinho de jóia, uma corolazinha azul, como uma corola dentro da corola, dentro da corola, dentro da corola, dentro da corola... tipo aquela estória dos fractais, em que uma coisa está dentro de si mesma, dentro de si mesma, dentro de si mesma... aí, pedi a minha Vizinha um botão e Pedro colou a corola na corola dourada do botão.
Pedi também, agora, a minha Vizinha que fotografasse.

Vejam:

domingo, agosto 13, 2017

Eu já tava acordado, quando as casas ao redor do apezinho começaram com as músicas do domingo. Com o frio não tenho aberto as janelas. Já aconteceu de eu abrir a janela pra saber de onde vem o ritmo entrando na minha cabeça. E quando ponho a cara pra fora, não tem lugar nenhum, casa nenhuma mandando o som pra cá.
E quando fecho a janela, o som começa outra vez, abafado na minha mente.
Aí, eu vejo que sou eu, que é minha cabeça quem dá um ritmo pros sons abafados que vêm de todos os lados do prédio.
Eu podia me sentir perseguido por esse ritmo que minha mente cria.
Eu podia me sentir perseguido por esse ritmo que meu coração tem.
Mas, não.

Faço limonada.

sábado, agosto 12, 2017

Tem um movimento interno meu que vai indo de remanso em remanso, de correnteza em correnteza, ora com mais calor, ora com mais frio, mais luz ou escuridão, assim, uma coisa que vai se alternando, que vai passando de uma a uma, de uma a outra coisa e lugar. Mas sou sempre eu que não quero ser eu. Sempre sou eu que não posso ser eu. Acho que tenho um pouco de ver esse rio passar... que coisa!

sexta-feira, agosto 11, 2017

Quando eu me sentei no banco do ônibus, já com o lugar do canto ocupado por um senhorzinho, ele começou a me olhar como se eu tivesse ocupado um lugar que era dele. Eu já tava chateado, porque as esperas que tive de fazer pra pegar a receita de remédios e depois a espera que tive de fazer para pegar os remédios, tudo de um jeito desatencioso, já tinha me feito sentir que eu estivesse fora de lugar. E ao lado do senhorzinho, comecei a pensar em lhe dizer, caso ele reclamasse aquele lugar comigo, que a gente não tinha que ficar brigando e tal. Aí, ele tirou a perna que estava invadindo a minha parte da cadeira e esticou-a pra frente. Depois, esticou a outra e cuspiu no chão. Aí, só agora é que me veio à cabeça: será que eu tava com cara de viado e, aí, o senhorzinho cuspiu no chão pra marcar a posição dele? Mas na hora, quando ele cuspia no chão várias vezes, eu curti ele. Achei punk, achei protesto contra o preço exorbitante da passagem – 9,00 reais – achei certo! É isso mesmo!

quarta-feira, agosto 09, 2017

A gente vai se perdendo, isso é uma coisa que não tem jeito. Eu li sobre duas luas de agosto que estarão marcando isso de se perder e estive falando com o Pedro de como todo mundo fala do mês de agosto e como isso parece ser certo, nesse mês.
E, aí, eu disse que a gente tinha de inverter isso, que tínhamos de chegar num tempo em que se perder fosse a qualquer hora, qualquer mês... e depois a gente atravessou a rua, ali na Praça Araribóia, concentrados em agosto, pensando em inverter tudo.
Tem uma aflição desesperada no fato de a gente se perder.
De ter de ficar tudo aberto, esperando a morte.

E começar tudo outra vez, noutra direção.

segunda-feira, agosto 07, 2017

Um Diário da Piscina para Minas:

Atitudes Burras - luís capucho

Nós tivemos apenas dois ensaios, acho: eu, Bruno e os
meninos. Aí, no último deles, eles tocaram a Atitudes Burras rindo e eu achei que era comigo, que era bulling comigo. Mas eles me disseram que não era, que era porque eles estavam sentindo prazer em conseguir me acompanhar no tempo. E olhando agora o vídeo que o Pedro fez, foi isso mesmo. No final, o Pedro Fonte, na bateria, até tinha ficado sem ar e sacode a camisa no peito, se recuperando. E todos riem outra vez...

sábado, agosto 05, 2017

Meu pensamento me faz rir sozinho aqui comigo e, às vezes, me faz chorar. Isso é uma coisa bem frequente. Mas uma outra pessoa, se me diz o pensamento dela, nunca me fará chorar, embora muitas vezes me faça rir. Isso é uma coisa que eu sei. Eu não choro pelo que outra pessoa, que não eu, pense. Eu não choro, se a outra pessoa que pensa, não for eu. Mas rir, rio do que pensam os outros.
E embora, às vezes, meu pensamento me faça chorar, posso passar muito tempo comigo mesmo, porque a minha pessoa me distrai.
Isso está me parecendo a introdução de uma estória que tenho para contar.
De muitas estórias que eu contaria.
Mas, não.

É só isso mesmo.

quarta-feira, agosto 02, 2017

Já faz um tempo que eu tinha proposto ao Bruno Cosentino apresentarmo-nos juntos. Eu canto tudo muito torto, vocês sabem disso. O Bruno, não. Ele canta acertado e bonito, suave. Mas eu acho que empinados nas melodias das músicas a gente voa do mesmo jeito. Já fizemos um primeiro esboço disso, no 3 Vocês, com o Vovô Bebê que é outro que, empinado nas músicas, sonha igual.
A gente ta ensaiado com Pedro Fonte e Gabriel Menezes.
Amanhã, no show Poema Maldito, os amigos da serra vão voar com a gente.

sexta-feira, julho 28, 2017

Ainda desenrolando os fios do que postei, ontem, aqui no Blog Azul, uma vez, quando estava às voltas com a feitura da capa do Mamãe me adora (Edições da Madrugada/2012) queria colocar uma foto de mamãe jovem, mas mamãe, se tinha alguma foto de quando jovem, na roça, não conseguiu guardar.

Agora, vejam a maravilha dessa foto da Fernanda Klen, como mamãe, entre os homens da Cabeça de Porco, que o Rodrigo Menezes fez:

quinta-feira, julho 27, 2017

Eu e Bruno Cosentino ensaiamos com o com Pedro Fonte na bateria e Gabriel Menezes no baixo acústico, nós, no violão.
Isso é para semana que vem, no Sesc Teresópolis, dia 3 de agosto, quando seremos parte da programação do Festival de Inverno dos Sescs das cidades na serra: Teresópolis, Petrópolis e Nova Friburgo.
Para mim, me juntar a outros artistas é muito ganho lindo, porque vou tomando consciência do que tenho feito, nesse caso, das músicas.
Mas, por exemplo: quando o Prática de Montação apresentou a Cabeça de Porco foi que me dei conta de como mamãe é grande dentro do Rato(Rocco/2007), feito uma maravilha pela Fernanda Klen.
E, aí, também, teve uma hora em que o Gabriel disse:
- Não, está tudo certinho com esse tempo aí, na Jôsy.
Então, eu vou me dando conta e isso é importante demais.
Fora que é tudo amor! <3 font="">



quarta-feira, julho 26, 2017

Os vizinhos de trás - Short film

Em junho de 2013, estão documentadas, a minha maneira, no
meu blog Azul, as manifestações contra o aumento das passagens de ônibus, no governo de Dona Dilma Rousseff. 
Eu, especialmente, andava às voltas com minhas pinturas e com as gravações do Poema Maldito, que foram as músicas que os
meninos gravaram n’Os Vizinhos de Trás”.
E escrevi:
"Domingo 16 junho 2013
Rafael Saar editou as imagens que com Arthur Leite colheu
aqui em casa. E está no youtube.
Pintei um pouco e toquei, cantando quatro músicas.
Tudo é verdade, mas é estranho que eu possa me olhar da
posição de Rafael e Arthur. Porque sabendo como estou funcionando dentro, ao tentar achar correspondência com o que estou vendo do lugar deles, parece não haver relação. Visto por fora, sou outra pessoa, bom leit@r.
E preciso reorganizar muito rápido tudo o que sei sobre mim
mesmo, pra que eu possa me olhar reconhecidamente, tá se ligando?
Outra coisa: toquei “Os gatinhos do Pedro”, “Generosidade”,
“Mais uma canção do sábado” música que fiz com letra do Alexandre e “Soneto”, com Marcelo Diniz."
Vejam:



terça-feira, julho 25, 2017

segunda-feira, julho 24, 2017

Ontem, assisti, mais uma vez, à Cabeça de Porco do Prática de Montação e teria muito mais o que ver. Porque diferente dos livros, em que mesmo que tudo esteja acontecendo ao mesmo tempo, é preciso que as palavras contem uma coisa de cada vez, uma palavra atrás da outra, na peça, em torno à cena principal, que nos chama a atenção de primeira, há outras cenas acontecendo e são esses detalhes que tornam de cada vez que vou assistir, uma Cabeça de Porco diferente. Porque para cada canto da Cabeça que eu olhe, há um ator continuando a estória dele com os outros, que são ao todo, 13.
E, ontem, essas cenas pequenas, pouco iluminadas, que me chamaram a atenção, não estavam de fora da força da cena principal, mais acesa. Tudo na mesma força, para os amigos que não conseguiram ir ver, ainda há hoje, o último dia!
Venham no sorteio:

sexta-feira, julho 21, 2017

O Diêgo me chamou  e disse:
- Luís, tudo bem? Aqui, a gente vai regravar aqueles áudios em off que rolam na peça com trechos dos livros. Pensei de fazer com a sua voz. Você toparia? – e, aí, eu vou no Galpão Gamboa, hoje depois do almoço, para gravar os áudios.
A Prática de Montação estará lá fazendo os ajustes para a apresentação de estréia amanhã. E, além dos áudios, o Diêgo falou:
- A gente pode ajustar também onde fazer o lançamento do Diário da Piscina e onde colocar a lojinha! – porque além do Diário da Piscina, levarei os livros e discos que tenho aqui pra quem, acaso, queira.
Daí, que com os áudios, não assistirei à peça de fora, vou estar dentro também.
Mas, não.
É ficção.
Vem no sorteio:

O Pedro tem tirado fotos dos gatinhos onde eles ficam meio humanos. Vejam o Benvindo. Isso foi agora de manhã. Isso foi também porque os humanos têm beleza assim, ternura assim, fragilidade assim. Isso porque não é só terror. É amor também.

quinta-feira, julho 20, 2017

Esperei por bem mais de um ano para que o serviço público de saúde agendasse uma consulta pra que um médico visse o exame computadorizado que fiz de minha coluna. O exame, além de um laudo escrito, é um disco pra se colocar no computer e ver a imagem das vértebras.
Quando cheguei no médico, um senhor desses que não vê ninguém, mas que representa bem o papel, disse com uma voz bem alta, e apenas pra ele mesmo:
- Nós aqui estamos no século XIX! Não temos como ver isso que você trouxe no disco! E, aí, olhou o laudo por escrito e disse, dessa vez pra mim:
- O que você tem é um problema degenerativo, na coluna. Vou te encaminhar para a fisioterapia. Você vá no Médico de Família com esse encaminhamento.
Saí de lá e fui direto ao Médico de Família de minha rua.

Já, lá se foram seis meses e nada!
Luís Capucho inspira peça e lança novo livro no Galpão Gamboa
"Cabeça de Porco" faz três apresentações a partir de sábado (22)
Por Renata Magalhães
access_time19 jul 2017, 15h39chat_bubble_outlinemore_horiz



(Rodrigo Menezes/Divulgação)

Em cartaz a partir de sábado (22) no Galpão Gamboa, a peça Cabeça de Porco narra o cotidiano de um cortiço onde vivem Creuza e seu filho Cadu. Os dois esperam pela procissão de Santa Moema enquanto Creuza tenta administrar a cabeça de porco lotada de homens. Entediado com o clima da casa, o menino procura paz no cinema pornô da cidade, onde conhece a stripper Sheila. Com 13 atores em cena, a montagem é inspirada nas músicas de Luis Capucho, compositor e cantor maldito. O próprio estará na Gamboa para o lançamento de seu quarto livro, O Diário da Piscina, sobre as aulas de natação que melhoraram sua qualidade de vida após complicações decorrentes do seu quadro como portador de HIV. Já na segunda (24), o dramaturgo Peter Franco lança o livro de poesias Saga Roça.

Galpão Gamboa Rua da Gamboa, 279, Gamboa. Sábado (22) e segunda (24), 21h; domingo (23), 19h. R$ 30,00. 18 anos.
http://vejario.abril.com.br/cultura-lazer/luis-capucho-inspira-peca-e-lanca-novo-livro-no-galpao-gamboa/